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FOTOGRAFIA E TEORIA DA INFORMAÇÃO

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INFORMAÇÃO NA FOTOGRAFIA
Por Enio Leite
Focus Escola de Fotografia
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Fonte: Artigo integral publicado na revista Photo & Camera, Ano 2, n. 09, agosto de 2000, páginas, 83-90.

FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA CURSOS DE FOTOGRAFIA DIGITAL CURSOS DE FOTOGRAFIA A DISTANCIA. ENSINO PROFISSIONALIZANTE DESDE 1975

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Há uma ciência, denominada TEORIA DA INFORMAÇÃO, que estuda e prevê por fórmulas matemáticas e métodos estatísticos, o conteúdo da mensagem fotográfica na comunicação, e a sua devida repercussão dentro das mídias imprensa ou eletrônica.

Na formação, ou elaboração, da mensagem há três conceitos que coexistem e moldam-na, para oferecer a possibilidade de compreensão do receptor.

O primeiro conceito é a INFORMAÇÃO, determinada pelo grau de improviso, pela novidade. Por exemplo: uma pessoa está numa fila, a espera do ônibus, de repente escorrega e cai. O escorregão e o tombo são informação, pois o fato é inesperado. Portanto, a Teoria da Informação coloca em primeiro plano a IDÉIA DE NOVIDADE, como valor central objetivo, pois esta pode ser medida matematicamente. E, assim substitui a noção de “beleza transcendente” que é muito difícil de ser utilizada na prática, visto que se fundamenta em subjetivismo.

Às vezes, na mesma mensagem há REDUNDÂNCIA. No sentido atribuído ao termo, quer dizer, repetição. É o oposto da informação, que se apresenta na mensagem de várias maneiras. Uma mensagem redundante pode ser desnecessária.

Como o valor é quantitativo, uma mensagem 100 % redundante é banal, dispensável, pois não traz nenhuma novidade a quem a interpreta, além de reduzir o próprio índice de informação. Entretanto, a redundância ainda pode ser:

A) Redundância de Objeto – quando o elemento fotografado é o mesmo em várias situações.
B) Redundância de Sentido – quando os elementos são diversos (vários objetos), mas, o sentido é o mesmo.
C) Redundância de objeto-sentido – quando o objeto e o sentido são os mesmos, isto é, temos uma repetição como se fosse um xerox.

O ultimo conceito dentro da mensagem é do RUÍDO. É tudo que não pertence a um contexto mas é inesperado. Em outras palavras, é o que causa interferência na transmissão da idéia ou o que atrapalha a comunicação. Por exemplo: na fotografia, é quase comum a imagem aparecer com ruído, pixelada, desfocada, tremida ou mesmo sem definição (imprudência na captura ou manipulação da imagem) o que atrapalhará quem a observar.

Portanto, ruído pode ser definido como qualquer interferência externa, fora do contexto da mensagem. Entretanto, o próprio ruído pode ser utilizado como aumento da informação. O próprio fotógrafo pode, propositadamente apresentar imagem tremida, desfocada, com ruído, mal tratada, com balanço de branco incorreto para causar estranheza ao leitor e aprimorar a sua mensagem. Ou também, fotos de menores ou pessoas nuas publicadas em jornal com a tradicional tarja preta.

TIPOS DE FOTOGRAFIA

De maneira breve, podemos classificar a fotografia em dois tipos, segundo as circunstancia em que ela se inscreve:

Primeiro, no caso de se apresentar isolada, ou seja, mesmo estando em grande número, ela possui características autônomas, (mensagens autônomas) que se diferenciam.

Segundo: São as denominadas de sintaxe. Nestas, há um conjunto de fotos relacionadas entre si, numa seqüência disposta ordenadamente, como é o caso corrente das revistas ilustradas, ou fotonovelas.

As fotos em formas de sintaxe (seqüência) podem ser definidas de duas maneiras:

1) Cronológica, quando se acompanha movimento por movimento para se reduzir o fato;

2) E, lógica, quando não é preciso um acompanhamento rígido de todos os detalhes, para deduzir o fato. Os pormenores são sugeridos pela ausência. Porém, tanto as fotos isoladas como a sintaxe compõe-se de outros critérios diferenciados. Estas podem ser concebidas de três maneiras:
FOTO POSE – Há preparação, isto é, ela é preconcebida para determinado fim, e seu objetivo é demarcado, tem consciência do que se pretende mostrar. O exemplo comum que pode ser identificado, freqüentemente, na imprensa, são as fotografias de políticos cumprimentando populares, ou crianças, e fotografias de moda, publicadas em revistas femininas.

FOTOS OBJETO – Podem ser apresentadas de duas formas, quando se fotografa um elemento (objeto), ou quando alguém representa um objeto. No primeiro caso, é simplesmente objeto sem si, e sua significação.

Já no segundo, alguém se torna personagem, pois é retratado na forma do objeto, ora substituindo o conteúdo numa ligação de significados sugeridos. O exemplo clássico é a tradicional foto do rapaz da “casas Bahia”, ou o próprio “baixinho” da Kaiser. Fica clara, associação de significados. A presença da pessoa, automaticamente nos remete ao produto ou situação específica.

FOTOS CHOQUE – Na essência são fotos “realísticas”, ou hiper-realistas, no sentido de dar a noção exata do fato, e do instante em que o fotógrafo a colheu. São flagrantes de acontecimentos. O que, por outro lado, não descarta do fotógrafo um rápido estudo dos melhores ângulos ou momentos mais propícios para registrá-la. Isto depende do seu senso de oportunidade. O exemplo, também clássico, da foto-choque, foram àquelas tiradas das Rebeliões da Febem, atentados promovidos pelo PCC em São Paulo ou ainda as imagens de atentados terroristas. Entretanto, há casos de manipulação “em loco” ou posterior na redação, que podem converter fotos pose em foto-choque, apesar de este procedimento ser condenado pela ética do jornalismo internacional. E ser muito utilizado pela imprensa sensacionalista onde a principal ferramenta é o Adobe Photoshop.

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19 DE AGOSTO – DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

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A FOTOGRAFIA FAZ ANIVERSARIO!
Por Enio Leite – Focus Escola de Fotografia
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Foto: Bento Pereira Bueno. Focus Escola de Fotografia . Cursos de fotografia em todos os níveis

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Foi numa manhã, mais precisamente no dia 19 de agosto de 1839, que a fotografia se tornou de domínio público em território francês. O anúncio oficial foi feito na Academia de Ciências e Artes de Paris, pelo físico François Arago, que explicou para uma platéia espantada os detalhes do novo processo desenvolvido por Louis Jacques Daguerre. O físico apresentava e doava ao mundo o daguerreótipo.
Naquele momento o ato parecia uma mágica. Uma caixa escura, ferramenta capaz de captar e fixar numa superfície o mundo “real”.
Dizem as lendas que em seguida à cerimônia várias pessoas saíram as ruas em busca de uma máquina de fazer daguerreótipos e essa vontade de produzir imagens nunca mais cessou.

Daguerre não perdeu tempo. Antes de doar seu invento a França já havia patenteado o mesmo nas Ilhas Britânicas, Estados Unidos e nos quatro cantos do mundo.

“De hoje em diante, a pintura está morta” declarava o pintor Paul Delaroche. Nos círculos mais conservadores e nos meios religiosos da sociedade, “a invenção foi chamada de blasfêmia, e Daguerre era condecorado com o título de “Idiota dos Idiotas””.O pintor Ingres, ainda que utilizasse os daguerreótipos de Nadar para executar seus retratos, menosprezava a fotografia, como sendo apenas um produto industrial, e confidenciava: “a fotografia é melhor do que o desenho, mas não é preciso dizê-lo”.

Baudelaire, um dos mais expressivos representantes da cultura francesa, negava publicamente a fotografia como forma de expressão artística, alegando que “a fotografia não passa de refúgio de todos os pintores frustrados”, e, sarcasticamente, celebrava a fotografia “como uma arte absoluta, um Deus vingativo que realiza o desejo do povo. e Daguerre foi seu Messias. Uma loucura, um fanatismo se apoderou destes novos adoradores do sol”.Com estas declarações, Baudelaire refletia o impacto causado pela fotografia na intelectualidade européia da época”.

Um artigo publicado no jornal alemão Leipziger Stadtanzeiger, ainda na última semana de agosto de 1839, ajuda a compreender melhor este confronto:”Deus criou o homem à sua imagem e a máquina construída pelo homem não pode fixar a imagem de Deus. É impossível que Deus tenha abandonado seus princípios e permitido a um francês dar ao mundo uma invenção do Diabo”.(Leipziger Stadtanzeiger ,26.08.1839, p.1) A nova concepção da realidade conturbou o mundo cultural e artístico europeu.

Como entender que a fotografia viesse para ficar, a não ser em substituição das tradicionais formas de representação? Já se havia gasto vãs sutilezas em decidir se a fotografia era ou não arte, mas preliminarmente, ainda não se perguntara se esta descoberta não transformava a natureza geral da arte e da cultura.

A nova invenção teve importância mais filosófica do que científica. Nasceu dentro do germe da sociedade industrial e a partir desta data o mundo nunca mais seria o mesmo.

Prof. Enio Leite
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DICAS DE FOTOGRAFIA: GLOSSÁRIO FOTOGRAFICO

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DICIONÁRIO TÉCNICO DE FOTOGRAFIA

PROF. ENIO LEITE 
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Focus Escola de Fotografia (0xx)11 3107 22 19. Cursos de fotografia em todos os niveis. Aulas presenciais e a distancia. Cursos de qualificação profissional e de extensão universitaria

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ABERRAÇÃO – Defeitos ópticos, inerentes nas lentes das câmaras mais populares, causando distorção ou perda da cor e nitidez na imagem final. As objetivas dos equipamentos profissionais (lentes compostas) reduzem ao mínimo este tipo de defeito. Apresentamos logo abaixo os principais tipos:

1. ABERRAÇÃO CROMÁTICA – defeito fundamental que interfere não só no rendimento, como também no funcionamento dos elementos ópticos. Se a luz fosse de um só tipo cromático (de uma cor simples), não se produziria a aberração. Mas como toda lente é um prisma, e, portanto desvia as cores segundo a longitude de onda (ou seja, um espectro, como um arco Íris).

2. ABERRAÇÃO ESFÉRICA – a imagem projetada pelos raios que atravessam a parte central de uma lente convergente não se encontra na mesma distância em relação aos raios que atravessam as partes externas. Esta é a causa da aberração denominada esférica, que é identificada por uma falta de limpeza de imagem.

3. ASTIGMATISMO – pode influir tanto na nitidez da imagem como em sua forma, enquanto que a distorção só influi na forma. Em outras palavras, é o tipo de aberração mais conhecido por todos nós, já que é um dos principais defeitos encontrados na vista humana. Em princípio, é uma aberração ótica que afeta a nitidez da imagem entrando em consonância com as aberrações, o qual consiste em uma diferença de foco entre as linhas horizontais e verticais de um objeto; enquanto as linhas horizontais acusam nitidez, as verticais ressentem de falta de foco, aparecendo borradas ou vice-versa.

4. COMA – Defeito óptico das lentes que origina pontos de luz fora do eixo luminoso e que aparecem não como pontos, mas como discos acompanhados de uma cauda como os cometas.

ABERTURA – Toda objetiva possui um sistema similar á pupila do olho humano, em forma de íris. O tamanho é variável e ajustado pelo controle número f/, quanto maior o número f/, menor é a intensidade de luz.

ABRIR – Aumentar o tamanho da abertura do diafragma, com o propósito de aumentar a intensidade de luz. Para tanto, devemos diminuir o n. f/ utilizado. Exemplo: de f/11 para f/8. A operação inversa é Fechar o diafragma.

ACRÍLICAS lentes de: As lentes das objetivas mais antigas eram fabricadas a partir de cristal ou vidro óptico. Nas câmaras tipo “High Tech” – Profissionais, com “Auto Focus”, este material foi substituído pelo acrílico por serem mais leve, para permitir a livre tração do motor e minimizar seu custo final.

ACROBAT – Aplicativo desenvolvido pela Adobe que gera arquivos PDF (Portable Document Format). Podem ser visualizados pelo Acrobat Reader em qualquer computador, independente de plataforma, sistema operacional ou tipos de fonte.

ACUTÂNCIA – Padrão de medida para aferir a qualidade, quanto a sua nitidez, alteração de tons, cores e contornos da imagem.

AE – Iniciais da expressão inglesa “Automatic Exposure Meter”. Modo de exposição automática no qual a câmara estabelece tanto a velocidade do obturador quanto a abertura para a obter a exposição em EV 0.

AF – “Auto Focus” em inglês. A focalização da imagem é feita automaticamente pela câmara, por meio de sensores infravermelhos.

AF LOCK -Trava o comando do Auto Focus quando se deseja desfocar o assunto do centro, ou do fundo, sem perder o plano de focalização.

AGENTE ACELERADOR – Só reage corretamente em presença de um álcali ou base. São os aceleradores do processo de revelação, cuja função básica é de expandir a emulsão para que o processo de oxido redução ocorra mais rapidamente. Cada base selecionada, conforme seu grau de alcalinidade produz maior ou menor grau de atividade da solução reveladora. Os álcalis normalmente utilizados são: Tetraborato de Sódio ou BÓRAX, Metaborato de Sódio, ou KODALK, Carbonato de Sódio, e por fim, Hidróxido de Sódio (SODA CÁUSTICA).

AGENTE CONSERVADOR – Quando os agentes reveladores são dissolvidos em água e a solução é exposta ao ar, o oxigênio reage com eles, formando produtos de oxidação. Essa reação ocorre, por exemplo, quando o revelador é colocado em banheiras. Por outro lado, o próprio oxigênio da água reage com as substâncias reveladoras, decompondo-as. O preservador normalmente utilizado para retardar essa decomposição é o SULFITO DE SÓDIO. A presença de álcalis muito fortes também oxida os agentes reveladores. Por isso, dependendo do tipo de base utilizada em cada formula, a porcentagem de sulfito varia proporcionalmente.

AGENTE FIXADOR – vide “Hipo”.

AGENTE LIMITADOR ou RETARDADOR – A ação dos agentes reveladores sobre as áreas da emulsão não expostas à luz precisa ser controlada, afim de que não haja produção de véu alem do normal (Véu de Base ou Densidade de VELATURA) e para que a transparência do negativo seja aceitável. O BROMETO DE POTÁSSIO é normalmente utilizável para essa função.

AGENTE REDUTOR – Princípio ativo da solução reveladora. Transforma os cristais de haleto de prata expostos em prata metálica escura. Também denominado por agente revelador. Os mais utilizados são: METOL, FENIDONA e HIDROQUINONA, na fotografia em Preto & Branco e os compostos CD3 ou CD4 (Color Agent – Merck) na fotografia colorida.

AGENTE UMECTANTE – Aditivo de tipo detergente, como Kodak Photoflo, Estabilizador ou Rinse Final utilizada após a lavagem do filme ou papel fotográfico. Reduz a tensão superficial da água remanescente sobre o material processado, acelerando a secagem e impedindo a formação de “marcas de água”.

AGITAR – Movimentar as soluções químicas dentro de seus respectivos recipientes durante o processamento do filme ou papel fotográfico para homogeneidade dos resultados.

Ajuste B (Bulb) – Ajuste na escala de velocidades do obturador para mantê-lo aberto durante o tempo necessário para fotografar cenas com poucas condições de luz, como ruas e avenidas de grande movimento durante á noite, por exemplo.

Ajuste de Cor – vide Analisador de Cor.

AJUSTE DE CONTROLE DE EXPOSIÇÃO – (Bracketing): Método para fotografar a mesma cena com exposições maiores e menores que a indicada pelo fotômetro, com o propósito de obter imagem com exposição ideal.

AJUSTE DE INFRAVERMELHO – As objetivas intercambiáveis das câmaras profissionais, apresentam em sua superfície externa superior, ponto ou traço vermelho, gravado ao lado da seta principal, indicativa de metragem/diafragma utilizado. Quando se fotografa com filme Infra Vermelho, devemos transferir a distancia focalizada em metros ou pés para esta marcação em vermelho.
 
ALTAS LUZES – Compreende as áreas especifica de luzes mais intensas na cena a ser fotografada, na ampliação final, no diapositivo (slide) ou transparência. Termo também utilizado para as áreas muitos densas e escura do negativo, Preto & Branco ou colorido.

ALTERAÇÃO de Sensibilidade -Técnica que consiste em alterar, aumentando ou diminuindo a sensibilidade nominal do filme, de acordo com as condições de luz da cena, para acentuar o contraste, aumentar ou diminuir sua escala tonal. A mais comum é a técnica de filmes puxados, onde o filme é operado com sensibilidade acima da original, para compensar a falta de luz necessária, ou para congelar cenas noturnas, como esportes etc. Os filmes com sensibilidade alterada só podem ser processados em laboratórios profissionais ou processamento manual. Vide também “puxar”.

ALTERAÇÕES da Emulsão do Papel – A emulsão do papel fotográfico é produzida em lotes. Cada lote apresenta desvio de sensibilidade e balanceamento de cores, e são identificados por número de série ou códigos.A cada nova troca, consulte instruções em anexo, para efetuar a respectiva calibragem geral da impressora e seu respectivo processamento.

ALTERAÇÕES do Processo Químico – O processo químico, tanto manual, como em micro-processadoras ou minilabs pode ser também responsável pela variação no padrão de cores, tanto dos negativos, cópias ou slides. Por envolver muitas variáveis, seu nível de atividade está em constante mutação. Suas respectivas correções devem estar dentro das recomendações fornecidas pelos fabricantes. Só após o ajuste químico, devemos pensar na possibilidade de correção na exposição ou calibragem por meio de filtros.

AMACIANTES DE ÁGUA (Desmineralizadores) – Substâncias Químicas tais como Ácido Edta de Sódio, Hexametafosfato de Sódio e outros, que eliminam ou tornam inofensivos os sais de cálcio, magnésio, flúor e outros presentes na água potável corrente. Essas impurezas reagem com os cristais de prata filmes e com os reveladores, e podem causar problemas como riscos e impregnação, danificando negativos e diapositivos (slides) processados tanto manualmente, como em processadoras automáticas.

AMPLIAÇÃO – Cópia em papel fotográfico, cuja imagem é maior em relação ao tamanho original do negativo. Em micro ou macrofotografia trata-se da proporção do objeto em relação ao filme da câmara.Nos caso das objetivas intercambiáveis A ampliação da imagem em filme é determinada pela distância focal da lente. Uma objetiva de distancia focal longa (teleobjetiva) permite o objeto parecer maior que a objetiva de distancia focal curta (grande angular). Na fotografia digital, refere-se às métodos de interpolação da imagem.

AMPLIADOR de Luz Fria – Ampliador cuja fonte de iluminação é constituída por um tubo de luz fluorescente. Produz muito pouco calor e sua luz é muito difusa.

AMPLIADOR por Difusor (ou Cabeça de Cores) – Ampliador cujo sistema de iluminação consiste em lâmpada dicróica, difundida por um sistema de “Caixa Branca”, geralmente de vidro ou isopor, e em seguida atravessa os sistemas de filtro, embutidos na Cabeça e Cores e conduz finalmente a imagem até a objetiva. Há também ampliadores por difusão, sem cabeça cores, utilizado para Preto & Branco. Neste caso, os negativos devem ser mais densos. Mas, para ambos os casos apresentam a propriedade de ampliarem sem deixar em evidência pequenos riscos ou impressões digitais deixadas no negativo.
 
AMPLIADOR por Condensador – Ampliador que projeta o negativo com luz concentrada e dirigida por lentes condensadoras colocadas entre a fonte de luz e a objetiva do ampliador.

ANALISADOR de Cores -Instrumento eletrônico, manual ou acoplado á processadora, que permite controlar os ajustes corretos para a correção da densidade (cópias mais claras ou escuras) e a filtragem correta (correção de cores), adequadas para ser obter contatos e ampliações adequadas.

ANEL de inversão ou reversão – Acessório para câmara fotográfica que permite utilizar a objetiva, invertendo a parte anterior e a posterior desta. Utiliza-se em fotografias a pequena distância ou para macro para obter imagens de melhor qualidade e maior aumento.
 
ANÉIS de Newton – Pequenos e múltiplos anéis multicoloridos que aparecem quando as superfícies transparentes se sobrepõem e seu contato não é perfeito. O fenômeno é provocado por interferência e pode originar problemas quando se coloca o negativo ou diapositivo (Slide) entre dois vidros ou plásticos.

ÂNGULO de visão: Amplitude que pode ser registrada por determinada objetiva; em função de sua distância focal.Quanto maior for essa distância, menor será o angulo visual, e maior será o seu poder de aproximação.

APS – vide SISTEMA APS.

ASA: vide ISO

ARMAZENAMENTO DIGITAL – Para armazenar arquivos de imagens digitais a médio e longo prazo, recomenda-se uso de mídias ópticas, como CD-R.

ARQUIVO DIGITAL – Na fotografia convencional a imagem é preservada em filme ou papel, por meio de processo fotoquímico e embalagens de material neutro. Arquivo Digital é conjunto de Informações contendo planilhas, textos, imagens etc. Usualmente, armazenamos os arquivos em mídias-ópticas (CDR, CDRW, MO, etc) ou magnéticas (Disco Rígido, Zip DISK, disquetes, cartões de memória e outros).

AUTOMÁTICO PROGRAMADO -vide AE.

A Escola de Fotografia Focus (0xx)11 tem o curso de fotografia que você precisa. Prensencial, Cursos de Fotografia a Distancia, Cursos Vips e cursos profissionalizantes

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AUTOMÁTICO Prioridades – Alguns modelos tem programas para fotos especiais identificados por ilustrações. É só ajustar para o desenho correspondente que a máquina fará o resto sozinha. Consulte o manual da sua para maiores informações.

AUXILIAR de LAVAGEM – Vide Elimilinador de Hipo.

B – Bulb: ver Ajuste B

BAIXAS LUZES -Áreas de sombras ou de pouca luz. Oposto de “Altas Luzes”

BALANCEAMENTO DE CORES – A acuidade geral relativa à reprodução das cores quando comparadas á cena original. Os filmes são equilibrados pelos próprios fabricantes para o uso com fontes específicas de luz. Para luz solar use Filme Daylight ou para luz incandescente como estúdios de TV, shows, teatros ou concertos musicais use Filme Tungsten.

BALANÇO DE BRANCO – Recurso de correção, por meio de colorímetro, disponível em câmaras digitais ou câmaras de vídeo, destinado a pré-ajustar o equipamento em relação à fonte de luz utilizada (Luz do Dia, Fluorescente ou Incandescente).
 
BANHOS de Viragem – Solução química para alterar a cor de ampliações em preto e branco. Há quatro tipos principais de banhos de viragem – Sépia (Marrom Escuro), Azul, Prata e Ouro. Para cada um exige-se um processamento diferenciado. Pode-se obter qualquer tipo de cor com o processo de viragem adequado.

BANHO interruptor – Solução ácida usada entre o revelador e o fixador para interromper a ação do revelador e preservar a eficácia do fixador. Trata-se de uma solução diluída de ácido acético ou ácido cítrico; usada tanto nos processo P&B como também nos processos coloridos manuais. A água comum é utilizada por vezes como banho interruptor, mas não produz o mesmo desempenho.

BASE – Suporte de uma emulsão fotográfica. Para filmes, é feita de triacetato de poliéster. Para cópias, de papel, o suporte pode ser de papel especial de fibra ou resinado.

BIT – Unidade básica da informação. No sistema binário ou digital, podemos representar apenas dois valores: 0 (zero e 1(Um).

BITMAP – Imagem “bitmapeada” é aquela na qual registramos as informações (cor e posicionamento) de cada pixel, utilizando uma matriz bidimensional (mapa X/Y). Anacrônico de Bitmap, ou Mapa de Bits é o formato nativo do Windows, armazena os dados sem compactar a imagem, e pode ser lido em quase todos os programas que rodam sob Windows. Muito utlizado nas primeiras câmaras digitais, sendo gradativamente substituído pelo Tiff e RAW.

BMP – Formato de gravação de arquivo, difundido pela Microsoft/Windows, no qual as informações são gravadas utilizando padrão “bitmap”.

BRANQUEADOR – Solução química ácida que torna solúvel os cristais de prata metalizados tanto nos processos de Slide em Preto e Branco como também nos Negativos, Papéis e Slides em Cores.

BURST MODE OU CONTINUOUS MODE -  Modo em que se faz várias fotos sucessivamente.
BYTE – Conjunto de 8 bits. Também conhecido como “palavra”. 8 bits= 1 byte/1024 bytes = 1 KB/ 1024 kbytes = 1 MB/1024 megabytes = 1 GC/1024 Gigabytes = 1 Terabyte.

C 41/CN-16 – Processo para revelação de negativos coloridos ou monocromáticos, constituído de: 1) Revelador, 2) Branqueador, 3) Fixador e 4) Estabilizador. Nas processadoras automáticas e micro-processadoras a temperatura padrão é de 38 C. Nos processos manuais pode-se adotar o método Alto Padrão, processando á 24 C.

CABEÇA de Rótula (Cabeça Panorâmica): Dispositivo especial no tripé ou adaptável a este, que permite a fixação em qualquer ângulo da câmara, por simples aperto de parafuso, ou acionado por meio de punho.

CABO de Sincronismo: Fio elétrico que conecta a unidade de “flash” á tomada no corpo da câmara (circuito de liberação do sincronismo do obturador).

CANAIS DE MINILAB – Toda a impressora de minilab possui programas para corrigir desvios de cor e contraste apresentado por cada marca ou tipo de negativo. Este sistema constitui desde do balanço de cores, slope under, slope over e slope ultra-over, para ajuste fino de contraste e densidade. Esses canais ainda apresentam a possibilidade de serem calibrados manualmente.

CAPTURA DIGITAL – É o ato de fotografar, onde o filme é substituído por discos ou pela própria memória do computador. A captura digital pode ser feita através de câmaras ou scanners, tanto para cópias e ampliações, como também possibilita o escaneamento direto de negativo ou diapositivos (slides) convencionais.

CAPTURAS & ENTRADAS Digitais -A câmara digital transfere a imagem capturada automaticamente para o computador ou a transmite pela Internet ou por telefonia. O scanner produz a entrada da imagem digitalizando a foto, papel ou filme, transformando-a em pixels.

CAPUCHÃO, ou Câmara Escura Portátil – Bolsa à prova de luz na qual o fotógrafo pode inserir as mãos a fim de manipular o filme quando não existe laboratório disponível.

CARRETEL (ou Espiral) – Cartucho de metal ou plástico com ranhuras espirais nas quais o rolo do filme é carregado para o processamento.

CARTÃO CINZA – Um cartão que reflete uma percentagem conhecida da luz que incide sobre ele. Em geral, tem um lado cinzento que reflete 18% da luz e um lado branco que reflete 90% da luz. Padrão utilizado para aferir leitura de todos os fotômetros e flashmeters.

CARTÃO DE ARMAZENAMENTO – Meio de armazenamento utilizado pelas Câmaras Digitais. Entre os vários modelos podemos citar: ATA PCMCIA, Smartmedia e Compact Flash, entre outros. As primeiras câmaras utilizavam disquetes, porém com o incremento de resolução nas câmaras, houve a necessidade de desenvolver novas mídias.
CARTÃO PCMCIA – “Personal Computer Memory Card International Association”, cartão de memória de espessura e desenho semelhantes ao cartão de crédito. Usado em computadores portáteis e como acessório integrante de alguns sistemas de imagem digital.

CASSETE – (magazine ou bobina): Recipiente de metal ou plástico para filmes 35mm.

CCD – Charging Coupled Device -Sensor óptico empregado em scanners, câmaras de vídeo e digitais, que converte a luz incidente e seus pontos em sinais elétricos, desenhando eletronicamente a imagem, digitalizando-a. O CCD pode ser de área, com duas dimensões (X/Y) ou em forma de linha.

CINZA MÉDIO – Tom de cinza médio padrão com 18% de reflexão. Padrão de calibragem de todos os fotômetros.

CIRCULO de CONFUSÃO – Disco de luz ou círculos luminosos da imagem, produzido pela objetiva quando o objeto a ser fotografado não está perfeitamente focado. Também usado como padrão para medir índice de resolução das objetivas por meio de microscópios digitais adequados, já que o olho humano não consegue distinguir entre um círculo de difusão muito pequeno – com diâmetro inferior a 0,25 (mm) e um verdadeiro ponto.

CLONE (Cloninig) – Ferramenta digital presente na maioria dos programas de manipulação e tratamento de imagens com o propósito de produzir cópias fiéis de determinadas regiões. Trata-se de uma das principais ferramentas para retoque e restauração de imagens, sendo representada por um carimbo.

“CLOSE UP” – Imagem maior que a normal obtida pelo uso de uma objetiva mais próxima do objeto que o normal.

CMYK – Na imagem digital,  refere-se ao espaço de cor no qual são utilizadas as cores subtrativas: cian, magenta e amarelo, aliadas ao preto.

COMPACT DISK – Utilizado na imagem digital. Espécie de mídia óptica (CD), que permite gravação de dados. Basicamente se utiliza dois tipos de cds.

COMPRESSÃO de Arquivos Digitais – Processo no qual reduzimos o tamanho dos arquivos em bytes. Pode ser realizado com ou sem perda de informação. O método sem perda utiliza programas de compactação, que primeiro analisam os dados binários, e depois calculam seu percentual de compressão. O exemplo mais típico é o Winzip. O processo de compactação com perda utiliza sistema de algoritmos, que analisam a imagem. Estes algoritmos tendem a desprezar detalhes secundários da imagem, não perceptíveis ao olho humano, como é, por exemplo, o clássico formato JPEG.

CD-R – Permite apenas uma gravação por meios digitais. O disco pode ser gravado até a totalidade de seu espaço, porém não há como apagar as informações.

CD-RW – Ao contrário do CD-R, essa nova mídia permite a regravação de informações.

CONDENSADOR – Sistema óptico que consiste em uma ou duas lentes plano convexas (plana de um lado e com curva exterior para o lado oposto, utilizados em ampliadores ou projetores de slides para concentrar a luz proveniente de uma fonte luminosa e dirigi-la para o negativo ou diapositivo).

 CONTAMINAÇÃO – Resíduos de produtos químicos ou óxidos metálicos transportados durante o processamento, depositando-se em outros banhos, ocasionando perda da atividade química dos mesmos, manchas, riscos e outros tipos de problemas.

CONTRASTADO – Apresentar diferenças maiores que o normal entre as áreas claras e escuras. O oposto é suave.

CONTRASTE – Diferença entre as partes claras e escuras de uma cena ou fotografia.

CONTROLE DE ABERTURA – O anel da objetiva ou da câmara (um botão, em alguns modelos que, quando rotacionado, ajusta o tamanho da abertura da íris no diafragma e modifica a intensidade de luz que incide sobre o filme).

CONTROLE DE DRIVE – Seleciona a forma e a velocidade de transporte do filme, programa o número de fotos por segundo a ser registrado pela câmara.

CONTROLE DE TEMPERATURA – Trata-se de variável crítica, tanto no processamento manual, como em minilabs e micro-processadoras e com influência imediata na imagem final. Apesar das processadoras possuírem sistema de termostatos, recomenda-se sempre aferir sua respectiva temperatura com termômetro de precisão. Siga sempre as especificações recomendadas pelos fabricantes dos processos utilizados.

CONTROLE DE VELOCIDADE (do Obturador) – Controle que seleciona o período de tempo, a quantidade de luz que o filme é exposto.

CONVERGÊNCIA VERTICAL – Distorção das linhas verticais contidas na perspectiva da imagem, quando se fotógrafa de baixo para cima. Os assuntos mais altos, como imagens arquitetônicas, por exemplo, parecem a se inclinar para trás. Esse efeito pode ser corrigido por meio de báscula nas câmaras de grande formato.

CONVERSOR – (ou “Teleconverter”) Lente auxiliar adaptável entre a objetiva original e o corpo da câmara, apresentando como resultado uma distância focal combinada maior do que a própria objetiva. A maioria dos conversores multiplica a distancia focal por um fator de dois a três vezes.

CONVERSOR Analógico Digital – Dispositivo eletrônico utilizado em câmaras digitais e scanners para quantificar cargas elétricas registradas pelo CCD.

CROPPING – Processo de corte de uma imagem digital.

CR -T – Tubos de Raios Catódicos. Trata-se do tubo utilizado nos monitores de vídeo.

CÓPIA – Imagem (geralmente positiva) em papel fotográfico, feita a partir de um negativo ou transparência.

CÓPIA POR CONTATO, ou Contato – Processo de positivação do negativo em contato com o papel fotográfico. A imagem positiva final, geralmente em tamanho 24 x 30 cm ou similar registra em positivo as imagens do mesmo tamanho do negativo.

CORES PRIMÁRIAS ou Aditivas – São as cores utilizadas nas impressoras de minilabs para corrigir os eventuais desvios apresentados pelo negativo, ou seja, o azul, o verde e vermelho. A luz das cores referidas pode misturar-se em quantidades iguais para produzir a luz branca ou em qualquer outra proporção para formar qualquer outra cor.

COR SATURADA – Cor pura, sem qualquer mistura de cinza ou contaminação de outra cor.

CORPO – Caixa externa de aço ou plástico da própria câmara, sem a objetiva de alto impacto, à prova de luz que contém todos os mecanismos e circuitos e os protege da luz até que se esteja pronto para fazer a exposição.

CORTE – Aparar as margens de uma imagem, melhorando a sua composição, harmonia e estética. Esse processo pode ser feito através da movimentação da posição da câmara quando da visão da cena, do ajuste do ampliador durante a impressão, ou ainda, aparando a foto já pronta.

COMPOSIÇÃO – É o arranjo dos elementos de uma fotografia, o assunto principal, primeiro plano, fundo e motivos secundários visando harmonia e estética visual.

CROMOGÊNIO – Refere-se literalmente “formador de cor”. São os corantes utilizados pelos fabricantes, para compor os pigmentos coloridos que se formam durante o processamento de todos os filmes e papéis coloridos.

DATA DE VALIDADE – Filmes e papéis fotográficos são compostos de gelatina orgânica e sais de prata. Dessa forma, como os medicamentos, alimentos e fotoquímicos apresentam data de validade impressa em sua respectiva embalagem. Materiais vencidos podem comprometer por completo a qualidade final de suas imagens.

DAGUERREÓTIPO – Processo fotográfico em desuso que consistia em uma chapa de cobre preparada com camada de prata polida, sensibilizada com iodeto de prata. A chapa depois de exposta era revelada em vapor de mercúrio, produzindo diretamente a imagem em positivo. O processo foi inventado por Louis Daguerre em Paris, 1839 e foi o primeiro êxito comercial no domínio do registro da imagem.

DEFINIÇÃO – É a clareza nos detalhes e contornos. Depende da dimensão do menor ponto da imagem que pode ser gravado no filme por meio da objetiva que se utiliza. O índice de definição vai depender da sensibilidade do filme, da qualidade óptica da objetiva, dos métodos de fotometria e processamento da imagem.

DENSIDADE – É o grau de enegrecimento do negativo (ou da cópia), que determina a quantidade de luz que pode atravessá-lo (ou refletir dele). Quantidade de massa de óxido de prata. Um negativo superexposto é mais denso que um normal ou sub-exposto.

DENSO – Refere-se a negativo ou área de um negativo ou cópia onde grande quantidade de prata foi depositada. Um negativo denso transmite relativamente pouca luz, e produz escala de cinzas reduzida. O oposto é claro ou suave.

DESGASTE DA LÂMPADA – Com o uso, tanto a lâmpada do ampliador, como da própria impressora de minilab sofre perda, tanto na intensidade de luz quanto na transmissão das cores. Devido a isso, temos que periodicamente aferir e corrigir tanto a calibragem de cores como a própria exposição.

DIAFRÁGMA – Dispositivo ajustável de laminas metálicas que formam uma abertura aproximadamente circular com diâmetro variável, para controlar a intensidade da luz transmitida pela objetiva.

DIAFRÁGMA DE IRIS – Ver Diafragma.

DIFRAÇÃO – Fenômeno que se observa quando a luz passa junto à borda de um corpo opaco ou através de uma abertura estreita de diafragma. A luz sofre um pequeno desvio ou deflexão, originando feixes de interferência, que, por vezes, é possível observar a olho nu, como manchas luminosas indefinidas. Este efeito é eventualmente perceptível quando se fotografa com diafragmas muito fechados.

DIFUSÃO INTERNA DA LUZ – Luz refletida dentro do corpo da objetiva, entre seus elementos ópticos, que produz marcas irregulares no negativo ou diapositivo, degradando a qualidade da imagem. Este efeito é minimizado com o tratamento de fluoreto, ou “coated”, tornando as objetivas de coloração magenta, azulada ou de outra coloração, conforme o tipo de matéria prima empregada.

DIFUSOR – Nas impressoras de minilabs, sua função é espalhar a luz da lâmpada de impressão homogeneamente em todo o negativo, para imprimir cópias uniformes. Caso esteja gasto, riscado com sua superfície afetada, provoca aumento significativo no tempo de exposição dos negativos, minimizando a vida útil da lâmpada ou provoca manchas nas cópias Deve ser limpo diariamente e trocado a cada ano.

DIN: Vide ISO.

DISTORÇÃO Grande-Angular -Alteração na perspectiva causada pelo uso de lente grande-angular (distância focal pequena) muito próxima ao objeto.Os objetos aparecem esticados ou mais distantes do que realmente são.
 
DISPARADOR DE CABO – Acessório utilizado para reduzir as vibrações da câmara, acoplada á um tripé, quando se fotografa em baixa velocidade. Consite em cabo fino, de vários comprimentos, fixados por uma extremidade ao botão disparador da câmara. O cabo insere-se em um tipo de borracha ou plástico flexível, ou de malha metálica, sendo acionando manualmente pelo fotógrafo.

DISPARADOR DO OBTURADOR – Mecanismo ou circuito eletrônico, geralmente um botão no topo da câmara, destinado a ativar o obturador para expor o filme. Nos modelos hi tech foram substituídos por controle remoto.

DISTÂNCIA FOCAL – Distância entre a objetiva e um ponto determinado, onde se forma a imagem focalizada de um assunto a grande distância, quando a objetiva está focalizada para o infinito. A distância focal de uma objetiva determina o tamanho final da imagem fotográfica. Em geral, quanto maior for a distancia focal da objetivam menor será seu respectivo ângulo de visão.

DISTÂNCIA HIPERFOCAL – A distância até o objeto mais próximo em foco, quando a objetiva é focalizada no infinito. Estabelecer o foco nessa distância, ao invés de no infinito, fará com que os planos mais distantes permaneçam em foco, além de estender a profundidade de campo a fim de incluir outros planos mais próximos da câmara.

D-MAX – Abreviatura da densidade máxima para qual é apta à latitude da emulsão fotográfica.

DOMINANTE – Tonalidade geral colorida que se dá às fotografias em cores um aspecto distorcido e pouco natural. Origina-se normalmente de mal processamento, falta de uso de filtro adequado, emulsão estocada inadequadamente ou com seu respectivo prazo de validade vencido. Aplica-se também quando o White Balance não efetua a correção de cor adequada.

E 6 – Processo para revelação de slides coloridos. Embora o processo original desenvolvido pela Kodak seja composto de oito etapas químicas, já podemos encontrar no mercado processos europeus, como o da Tetenal Alemã, com apenas três etapas e com menor tempo de processamento. A temperatura padrão é 38 C. Usado para processamento manual, micro-processadoras e minilabs.

EIXO ÓPTICO – Linha imaginária que passa pelo centro óptico de um sistema de lentes ou objetiva.

EFEITO DE RECIPROCIDADE – Alteração no balanceamento de cores ou na densidade da imagem causada por exposição muito longa ou muito curta.

 ELIMINADOR DE HIPO – Solução química, ligeiramente básica, utilizada entre a fixação e a lavagem final do filme ou papel de fibra. Diminui o tempo e lavagem através da conversão de resíduos do fixador em sais, que se dissolvem com maior facilidade em água corrente. Também denominado hipo neutralizador ou auxiliar de lavagem.

 ESCALA TONAL – Descreve uma foto em Preto & Branco com uma grande escala de tons, desde o preto profundo até o branco brilhante, passando por muitas variedades de cinza.

EMULSÃO – O filme fotográfico consiste, normalmente, de uma base ou suporte mecânico, a base de triacetato de poliéster, no qual são depositados minúsculos cristais, denominados por halogenetos de prata, geralmente sais de brometo, cloreto, iodeto, ou de uma combinação destes.Estes sais de prata estão suspensos em uma emulsão, composta gelatina animal, ou em cada camada da mesma.Veja também filme fotográfico.

EMULSÃO DE TRÊS CAMADAS – Emulsão fotográfica composta, utilizada praticamente em todos os materiais sensíveis em cores e que compreende três camadas, cada qual sensível a uma das três cores primárias: Azul, Verde e Vermelho. Princípio RGB.

ENDURECEDOR – Produto químico utilizado para endurecer a gelatina da emulsão, com a finalidade de protegê-la contra danos físicos durante a sua manipulação.

ESPECTRO – Faixa multicolorida que se obtém quando se decompões a luz nos diferentes comprimentos de onda que a compõem, do mesmo modo que o prisma decompõe a luz branca nas cores do arco-íris. O termo aplica-se também à faixa completa da radiação eletromagnética, desde as de menor comprimento de onda às de maior, incluindo a luz visível.

ESTABILIZADOR – vide “agente umectante”.

EXPOSIÇÃO – Tempo durante o qual a luz deve incidir sobre a emulsão fotográfica para formar sua respectiva imagem. A exposição é controlada pela velocidade do obturador e pela abertura do diafragma selecionada.

EXPOSIÇÃO AUTOMÁTICA – Modo de operação no qual a câmara ajusta automaticamente a abertura, a velocidade do obturador, ou ambos, para produzir exposição normal.

EXPOSIÇÃO MANUAL – Modo não-automático de operação da câmara no qual o fotógrafo estabelece tanto a abertura quanto a velocidade do obturador em função das condições de luz e do resultado pretendido.

EXPOSÍMETRO – Instrumento dotado de célula fotossensível empregado para medir a intensidade da luz que é refletida por um objeto. É usado para determinar a exposição correta para obter uma boa fotografia ou impressão adequada. Conhecido também como Fotômetro.

FATOR DE AMPLIAÇÃO – Fator que exprime o aumento do tamanho da imagem em relação ao do objeto fotografado. O conhecimento do fator de ampliação apresenta por vezes a determinação do tempo correto de exposição na fotografia à pequena distância, ou macrofotografia.

FATOR FILTRO – Já que os filtros absorvem luz, temos que compensar na exposição o seu respectivo fator. Este é um número que especifica quanto precisamos compensar na sua exposição. Dobrar a exposição é expor um ponto a mais no obturador ou diafragma. Um fator de 16 significa uma correção de 16 vezes mais exposição (2-4-8-16), ou quatro pontos a mais. Alguns fatores são importantes na avaliação da correção necessária a ser feita na exposição. Quando a máquina é monoreflex, o fotômetro lê a luz que passa pela objetiva e a corrige automaticamente. Um fotômetro manual leria esta correção com o filtro na frente do seu sensor.Entretanto, a qualidade espectral de luz que ilumina a cena pode variar, alterando o fator filtro.

“FLASH” AUTOMÁTICO – Tipo ou modo de “flash” eletrônico com sensor fotossensível que determina a distância do “flash” para exposição ideal através da medida do retorno da luz refletida pelo objeto.

“FLASH” MANUAL – Tipo ou modo de operação do “flash” no qual o fotógrafo controla a exposição ajustando a abertura da objetiva em função da distância em que a cena se encontra.

“FLASH” TTL – Neste modo ou função, o sensor eletrônico é automaticamente desligado. O fotometro efetua a leitura da cena a ser fotografada e comanda o flash para emitir a intensidade de luz necessária para iluminar adequadamente a cena.
 
FILME CROMOGENEO – Filme no qual a imagem final é composta de corantes químicos, ao invés de prata, sendo processado no mesmo sistema de negativos coloridos.

FILMES, CUIDADOS COM – Os cuidados a serem tomados com os filmes são: A) Calor acima de 28 C. B) Umidade em geral.C) Odor de tintas, gasolina, vernizes e gazes em geral. D) Ser operado após sua respectiva data de validade. E) Porta-luvas de qualquer veículo. F) Ficar por mais de uma semana dentro da câmara. G) Ser processado fora das especificações recomendadas pelo fabricante. H) Ser exposto a Raio X. I) Laboratórios sem Certificado de Padrão de Qualidade, aferidos pelos próprios fabricantes. Aplica-se também aos cartões de memória.

FILME FOTOGRÁFICO – Composto de emulsão química, a base de gelatina animal e cristais de prata sensível á luz. O filme é o suporte que registra a imagem para produzir a fotografia. É uma das grandes conquistas criadas pelo mundo moderno realizando o desejo milenar do homem – a capacidade de memorizar e eternizar uma visão, um momento de vida que passa… Introduzido há mais de 160 anos, revolucionando todo o conceito técnico artístico e cultural de nossa sociedade. Mas foram nas quatro últimas décadas que experimentou formidável processo de evolução, tornando-se também colorido e apresentando resultados mais adequados ao olho humano.

FILME INFRAVERMELHO – Filme sensível a comprimentos de onda ligeiramente maiores que os do espectro visível, além de alguns comprimentos de onda dentro do espectro visível. Há dois tipos de filmes: o primeiro capta toda a luz visível, incluindo o próprio infravermelho, o segundo capta apenas as radiações infravermelhas, usadas para pesquisas e finalidades científicas.

FILME PAN OU PANCROMÁTICO – Filme sensível a todas as cores que registra em preto e branco, imagens com aproximadamente a mesma de tonalidade sem relação ao olho humano.

FILME NEGATIVO – Filme fotográfico que produz imagem negativa após a exposição e seu respectivo processamento.

 FILME PARA LUZ DE TUNSTÊNIO – Filme colorido balanceado para produzir cores que parecem naturais quando expostas à luz de tungstênio, temperatura de Cor de 3200 K, como é o caso de lâmpadas Photoflod Branca, luz halógena, shows, casas noturnas e teatros. Caso esse tipo de filme seja usado à luz do dia, as imagens aparecerão azuladas.

FILME PARA LUZ NATURAL – Filme colorido equilibrado para produzir cor aparentemente natural quando exposto à luz do dia. As imagens tornam-se avermelhadas se esse tipo de filme é utilizado com luz de tungstênio.

FILME REVERSÍVEL, FILME DIAPOSITIVO – Filme reversível: Filme fotográfico que produz uma imagem positiva (uma transparência) após a exposição e respectivo processamento. Para filmes coloridos também se utiliza os termos “slide ou cromo”.

FILTRO – Vidro, acrílico ou outro material transparente colorido, usado diante da objetiva, com finalidades especiais, como acentuar o azul do céu, realçar as cores ou definir melhor os intervalos tonais da imagem fotográfica.

FILTROS DE AMPLIAÇÃO – Conjunto de filtros utilizados no ampliador, quanto se emprega papel preto & Branco de contraste variável (de coloração que vão do Amarelo ao Magenta) ou para ampliações em cores. Neste caso, empregam-se os filtros de cor subtrativos, Amarelos, Cian e Magenta.

FILTRO DE CORREÇÃO – Filtro colorido colocado na objetiva para alterar o equilíbrio tonal da imagem preto e branco ou corrigir a predominância de cor emitida por determinada fonte de luz, natural ou artificial (Filtro de correção de cores). Veja também “Kelvin”.

FILTRO DE DENSIDADE NEUTRA – (ND) Filtro cinzento utilizado para reduzir a intensidade da luz sem alterar sua qualidade cromática. Emprega-se no uso de flashes a curta distância ou para filmes de alta sensibilidade em cenas com muita luz (Praia ou Neve). Também utilizado para produzir pouca “Profundidade de Campo” em cenas normais. Uso obrigatório em cameras tipo DSLR

FILTRO POLARIZADOR – Há dois tipos: Linear, para objetivas mecânica e circular. Filtro giratório, cujo efeito pode ser constatado diretamente no visor.Elimina reflexos de superfícies não metálicas, como vidro, plástico, água etc. Usado também para dias ensolarados para escurecer e saturar o azul do céu. Empregado também para absorver o excesso de azul da luz solar, dar mais vida á vegetação e proporcionar maior saturação e separação das cores e tons de cinza. Utiliza-se unicamente com filme tipo Daylight, ou filme P&B convencional. Não produz efeito com sol a pino ou reflexos perpendiculares ao eixo da objetiva. Uso obrigatório em cameras tipo DSLR

FILTROS DE AR – Responsáveis pela purificação do ar que circula nas processadoras de minilab. Esse ar pode ter a função de resfriamento da lâmpada de impressão e fonte de energia, ou na secagem a quente das cópias. Devem ser limpos semanalmente e trocados semestralmente.

FILTROS QUÍMICOS – Filtram as impurezas dos químicos que circula nos tanques de processamento dos minilabs ou que são injetados pelo sistema de reforço. Devem ser limpos semanalmente e trocados mensalmente.

FILM RECORDER/FILM PRINTER – Equipamento que opera á base de tubo de raios catódicos, possibilitando saída de imagens digitais em filmes negativos ou slides para serem posteriormente processados em minilabs.

FILMES PROFISSIONAIS – Trata-se de uma linha de filmes específica, com emulsão controlada, mais crítica e adequada ás exigências profissionais. Para preservar suas qualidades originais, todo o filme profissional deve ser armazenado em geladeira, em temperatura abaixo de 13 C.

Focus Escola de Fotografia (0xx)11 3107 22 19 Cursos de fotografia em todos os niveis.

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FIXADOR – Solução química ácida que torna solúvel os cristais de prata não metalizados pelo revelador. Utilizado em todos os processos, desde o Preto & Branco até o Colorido. O fixador em uso contínuo vai acumulando grandes quantidades de prata, que podem ser extraídas e recicladas, gerando renda adicional e evitando danos ao meio ambiente.

FOCALIZAÇÃO POR ZONAS: Pré-estabelecimento do foco para fotos de ação, de modo que toda a área na qual a ação possa se desfocar, apareça perfeitamente nítida. Este recurso pode ser obtido manualmente ou programado nas câmaras tipo High Tech – DEPH.

FOCO FIXO – Refere-se aos tipos de câmara em que não há possibilidade de ajuste da distância entre a objetiva e o assunto fotografado.

FOLE – Parte flexível das câmaras, geralmente de médio ou grande formato, que une a objetiva ao corpo da câmara e serve para afastar ou aproximar a objetiva do plano focal. Há também o fole de extensão, acessório indispensável para micro e macrofotografia.

FORMATOS DE FILMES – O formato mais consumido é o 135, também denominado de pequeno formato. Serve na maioria das câmaras em uso. Há também o formato profissional 120, utilizados em câmaras de médio formato ou em chapas, para câmaras de Grande Formato, ambas específicas para estúdio. Atualmente temos também o formato APS. Os formatos antigos 110 e 126 já estão em desuso.

FOTOGRAMA – Há várias definições: 1) Cada uma das imagens em um rolo de filme. 2) As bordas de uma imagem. 3) Fotografia sem câmara obtida por cópia contato de objetos colocados diretamente sobre o papel fotográfico.

FOTOMETRO – Vide “exposímetro”.

FOTOMETRO CENTRAL – Fotômetro de ação central. Medidor de exposição que trabalha através da objetiva, e mede os valores de luz de toda a cena, dando, porém, maior ênfase à área central do visor.

FOTOMETRO DE LEITURA INTEGRAL ou MATRIX – Dispositivo de medição de exposição com grande ângulo de visão. A exposição indicada é baseada na média de todos os valores de luz na cena a ser fotografada. Leitura mestre.
FOTOMETRO DE LUZ INCIDENTE – Fotômetro manual externo que mede a quantidade de luz que incide sobre o objeto ou cena a ser fotografada, apresentando a relação de aberturas e diafragmas adequados. Ver também Fotômetro de luz refletida.

FOTOMETRO DE LUZ REFLETIDA -Fotômetro (manual ou embutido na câmara) que lê a quantidade de luz refletida no objeto, apresentando a exposição adequada.Ver também Fotômetro de luz incidente.

FOTOMETRO PONTUAL – Fotômetro de ação restrita cujo ângulo de visão é estreito, utilizado para medir a quantidade de luz de uma pequena parte da cena fotografada.

FOTOMETRO TTL – Fotômetro de leitura direta através da objetiva (Fotômetro TTL). Fotômetro embutido que faz as leituras de luz diretamente através da objetiva sobre o plano do filme.

GIF – (Graphics Interchange Format) é um formato de 8 bits (256 cores) muito popular na Internet em animações, mas não é indicado para fotos, pois a limitação de cores causa grande perda de qualidade, embora reduza bastante o tamanho dos arquivos, este formato criado pela Compuserve é bem aceito em JAVA e HTML.

GRANDE ANGULAR – São objetivas cuja distancia focal é menor que as objetivas normais – variando de 8 a 35 mm, ou seja, de Super Olho de Peixe a Angular Standard -, encontrando aplicação pratica em trabalho a curta distancia. Possuem grande angulo visual – de 220 a 62 graus. Tem pôr função principal acentuar bastante a perspectivas fazendo com que os primeiros planos fiquem relativamente maiores do que os planos posteriores. São muito úteis para a fotografia arquitetônica de interiores, onde o espaço útil para fotografar é muito reduzido. Sua luminosidade, de um modo geral é bem menor do que as objetivas normais e, sua profundidade de campo muito ampla, não permitindo a não ser em casos muitos especiais, o foco seletivo. Sua definição, no entanto, é muito maior em comparação com as outras objetivas, pois diminuem a escala de reprodução.

GRANULAÇÃO – Também denominado por “Grão” Tamanho dos cristais de prata da emulsão dos filmes fotográficos. A granulação, proporção das partículas de prata, aumenta quanto maior for a sensibilidade do filme (medida em ISO) e também em função da proporção de ampliação do negativo.

HALO – Fenômeno caracterizado por contorno com uma aura em volta da imagem revelada de uma fonte de luz intensa. Originado pelo reflexo interno da luz proveniente do suporte da emulsão.
 
HALOGENETO DE PRATA – Componente sensível à luz presente nas emulsões fotográficas, compreendendo o cloreto, o brometo e o iodeto de prata ainda que também possam utlizar-se outros halogenetos.
 
HIPO – Nome popular do antigo agente fixador, abreviatura de hipossulfito de sódio, ou tiossulfato de sódio (o ingrediente ativo da maioria dos fixadores). Atualmente substituído pelo Tiossulfato de Afonia, de ação mais rápida. Sua função: remover os cristais de prata não reduzidos pelo revelador.

IMAGEM LATENTE – Imagem formada pelas alterações dos grãos de halogenetos de prata na emulsão fotográfica após exposição à luz. A imagem não é visível até que o processamento químico ocorra.

IMAGEM DIGITAL – Ao contrário do processo fotoquímico tradicional, a imagem digital é obtida por meios fotoeletrônicos, que entra na memória do computador, aparece na tela do computador, pode ser tratada, corrigida e manipulada digitalmente e retorna na forma de cópia em papel, negativos ou cromos. A entrada é feita através de scanners, discos ópticos ou magnéticos ou conexões diretas de câmaras digitais ou sistemas on line. A saída é possível por meio de impressoras de jato de tinta, lasers, ou mesmo por processos fotográficos, disponíveis em laboratórios profissionais ou minilabs.

IMPRESSORA – Ampliador automático, que opera com papel em forma de bobina, dentro de um compartimento totalmente vedado à luz, com sistema inteiramente computadorizado. Produz ampliações de vários tamanhos em grande escala.

IMPRESSORA DIGITAL – Impressora fotoquímica conectada ao computador possibilitando saída da imagem digital em papel ou transparência, a patr da imagem digitalizada.

ISO – Sigla da “International Standards Organization” (Organização Internacional de Padrões), substituindo os antigos padrões ASA “American Standart Association” (Associação dos Padrões Norte-Americanos), DIN “Deutsch Industrie Norm” (norma da Industria Alemã) e JIS “Japan Industrial Standart” (Padrão da Indústria Japonesa). Esta nova nomenclatura estabelece o seguinte princípio: quanto maior o número em ISO, maior é a sensibilidade do filme. Exemplo: Filme de ISO 400 é quatro vezes mais sensível em relação ao filme de ISO 100, permitindo fotografar em condições de luz menos favoráveis. Veja também “valor ISO”.

JEPG, JPG – O Joint Photographics Experts Group é um dos mais populares formatos adotados pela Internet, devido à boa taxa de compactação em 24 bits (16,7 milhões de cores), e permite escolher a taxa de compactação dos dados da imagem (quanto mais compactado menor a qualidade). Mantém arquivos pequenos com boa qualidade.

JIS: vide ISO.

KELVIN (K) – Unidade que exprime a temperatura de cor no Sistema Internacional de Unidades (SI). A escala Kelvin começa no zero absoluto (-273 C) e seus valores aumentam na mesma grandeza dos valores Celsius. Os valores Kevin são empregados na fotografia para indicar a temperatura de cor e sua respectiva dominância em função das diversas fontes de luz utilizadas.

LABORATÓRIO – Espaço interno, onde filmes e fotografias são processadas e impressas, suficientemente escura para que os materiais foto-sensíveis sejam manejados sem causar velatura ou exposição indesejada.

LATITUDE – Margem de erro possível de super ou sub-exposição sem alteração significativa da qualidade da imagem.

LCD – As câmaras digitais, em geral, possuem uma tela LCD (Liquid Crystal Display) que permite ao usuário visualizar, rever e apagar imagens armazenadas na câmara. Os melhores LCDs são o de matriz ativa porque fornecem a imagem melhor definida.

LEADERS – Sistema integrante das processadoras de Minilabs.Guiam os filmes para dentro dos racks. Cada leader processa em média dois filmes por vez. Caso a superfície do leader esteja suja de químicos, poderá contaminar o revelador. Após o término de cada processamento, o leader deverá ser devidamente lavado e seco antes de ser novamente utilizado. Seu desgaste pelo uso podem causar atolamento dos filmes durante o processo, inutilizando-os. Devem ser chegados semanalmente e substituídos no primeiro sinal de desgaste para não comprometer a imagem do negativo ou slides processados.

LEITURA DX – Código constituído de pequenos quadrados prateados e pretos que automaticamente informa aos sensores do corpo da câmara High Tech, qual a sensibilidade, número de poses, tipo e latitude do filme a ser fotografado. Logo abaixo, temos o código de barras que informa a processadora qual a marca, tipo de filme e as correções padrões a serem efetuadas.

LENTE APOCROMÁTICA – vide “aberrações”.

 LENTE DE APROXIMAÇÃO – Ou lentes “Close Up”.Lente positiva simples, em forma de filtro, colocada diante da objetiva para fotografar a distância menor do que a normalmente permitida pela objetiva em questão.

LENTE CONVERGENTE ou POSITIVA – Lente mais grossa no centro em relação ás suas bordas. Sua característica é obrigar os raios de luz paralelos em convergir num foco, produzindo uma imagem.

LENTE DIVERGENTE ou NEGATIVA – Qualquer lente que seja mais grossa em seu perímetro circular em relação ao centro. Obrigam os raios de luz a divergir, formando uma imagem no mesmo lado da objetiva e do objeto – imagem virtual.

LENTE ESFÉRICA – vide “aberrações”.

LENTE DE FRESNEL – Lente cuja superfície consiste numa série de círculos ou “degraus” concêntricos, cada um dos quais com forma semelhante, como partes da superfície de uma lente convexa. O fresnel são empregados nos vidros de focalização nas câmaras monorelfex, nas câmaras de grande formato e nos projetores de iluminação pontual.

LUMINOSIDADE -Refere-se a maior abertura de diafragma

LUZ DISPONÍVEL OU EXISTENTE –Termo que designa luz relativamente fraca já  existente no local onde a fotografia deverá ser tomada.

LUZ POLARIZADA – Luz cujas vibrações eletromagnéticas oscilam segundo um só plano. Em condições normais a luz não está polarizada, e suas vibrações eletromagnéticas oscilam em planos diferentes. A luz refletida por superfícies brilhantes não metálicas, que impede ver os pormenores e as cores, é freqüentemente polarizada e pode ser controlada ou ainda eliminada mediante o uso do filtro polarizador.

LUZ PRINCIPAL – Principal fonte de iluminação, produzindo sombras dominantes, seja frontal ou lateral.

LUZ DE SEGURANÇA – Luz utilizada no laboratório para fornecer iluminação geral sem velar o material sensível utilizado.

LUZ REBATIDA – Luz indireta produzida dirigindo-se o foco de luz para além do objeto e usando um teto ou outra superfície para refletir a luz sobre o assunto. Seu efeito é mais suave e menos brilhante que a luz direta.

MANCHAS DE SECAGEM – Manchas que ficam na emulsão, tanto do filme, como do papel processado, conseqüência de secagem desigual, ou resíduos de cloro e de outro minérios provenientes da água potável. São removidos logo após o processamento mediante o uso de solução umectante.

MANIPULAÇÃO DIGITAL DA IMAGEM – Técnica de modificar a imagem fotográfica original, através de programas especiais, produzindo novos resultados. A manipulação digital conquistou novos espaços na fotografia publicitária e editorial, simplificando seu processo e aumentando suas possibilidades criativas. No mercado varejista tem se tornado negócio com grande retorno como Centro de Serviços Especiais como retoques, restaurações, cópias e ampliações sem a necessidade de se ter o negativo, fusões de imagens e efeitos especiais, bem como remessa de imagens pela Internet.

MÁQUINA FOTOGRÁFICA – Vide “câmera”.

MÉDIO FORMATO – Designação corrente das câmeras que utilizam filmes tamanho 120, produzindo negativos ou diapositivos em tamanhos 4.5 x 6 cm, 6 x 6 cm, 6 x 7 cm ou ainda 6 x 9 cm, apresentando como vantagem pouco índice de ampliação e maior definição de imagem.

MICRO OU MACROFOTOGRAFIA – Técnica utilizada para reproduzir documentos, mapas, insetos, e outros minúsculos objetos. Este termo também é empregado, com pouco rigor para a técnica de fotografar através de microscópios.

MINILAB – Sistema compacto de processadoras, ocupam espaço mínimo, sem necessidade de ambientes vedados á luz ou com sistema hidráulico específico. Automatizaram e simplificaram o conceito do processo colorido, elevando a qualidade final das imagens, reduzindo seus respectivos custos. Foram responsáveis pela nova popularização da fotografia, a partir do início dos anos 80. É composto de três módulos: Processadora de Filmes, Impressora e Processadora de Papel. Atualmente todo o sistema é computadorizado, para otimizar custos, controle de qualidade e rapidez dos serviços executados. Possibilita processamento de negativos, cópias ou slides coloridos.

MOVIMENTOS DE CÂMERA – Ajustes das posições relativas á objetiva e ao filme, com o que é possível controlar distorções geométricas da imagem. Recurso característico das câmeras de estúdio de grande formato, que apresentam ampla flexibilidade dos movimentos.

MULTIMAGEM – Projeção ou impressão de dois os mais negativos ou diapositivos sobrepostos em sanduíche para produzir imagem composta ou efeitos especiais.

NEGATIVO – Filme já processado cuja imagem se apresenta com valores opostos. Os tons claros estão registrados como escuros e vice-versa.Nos negativos coloridos, cada cor da imagem original está representada pela sua complementar.Os negativos são usados para fazer cópias e ampliações.

NEGATIVO FRACO – Aquele que foi sub-exposto, pouco revelado ou ambos; o negativo fraco tem menor densidade, ou seja maior transparência em relação ao negativo de qualidade normal.

NÚMERO “f/” – Nomenclatura empregada quando nos referimos a abertura do diafragma.

NÚMERO GUIA (NG) – Escala para unidade de “flash” que pode ser utilizada para calcular a abertura correta para uma determinada velocidade de filme e distância entre “flash” e o objeto. Assim se faz o cálculo: NG = f/ (Abertura do Diafragma) X  Distância

OBJETIVA – Sistema óptico da câmera capaz de captar e focalizar os raios luminosos de forma a produzir imagem nítida no plano do filme.

OBJETIVA MACRO – Objetiva capaz de fotografar na escala 1:1 (tamanho natural) ou em índices menores equivalentes. O termo também é utilizado para descrever qualquer objetiva adequada para fotografar objetos a pequenas distâncias. As objetivas macro ou micro  conforme a designação de seu respectivo fabricante, também podem ser utilizadas em cenas normais.

OBJETIVA NORMAL – São aquelas que se aproximam do ângulo visual do olho humano. Possuem ótima luminosidade – em geral f/1.4, permitindo fotos mais dinâmicas em locais escuros – e controle satisfatório da profundidade de campo.

OBJETIVA ZOOM – Objetiva em que se pode variar a distância focal, aumentando ou diminuindo seu respectivo ângulo visual.

OBTURADOR – Sistema de cortina, lâminas ou outro tipo de cobertura móvel, para controlar o tempo de exposição da luz sobre o plano do filme. Os tipos mais correntes são: obturador central, obturador de plano focal ou de cortina acionados mecanica ou eletronicamente, conforme o modelo da câmera.

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OBTURADOR CENTRAL – Um dos dois tipos principais de obturador. Situado nas proximidades do sistema de diafragma, compõe-se de várias lâminas metálicas que se abrem e fecham quando se aciona o disparador, expondo o filme.

OBTURADOR DE PLANO FOCAL OU CORTINA – Um dos dois tipos fundamentais de obturador utilizado nas Câmeras Monoreflex de pequeno ou médio formato. Situado um pouco adiante do plano focal, o obturador compõe-se de um sistema de cortina ou lâminas metálicas. Quando se pressiona o disparador, uma ranhura passa diante da zona da imagem, na horizontal ou na vertical.

OBTURADOR CENTRAL – É aquele que opera entre dois elementos internos da objetiva.

OPACO -Descreve o papel para impressão com superfície relativamente áspera e não-reflexiva.Papel tipo Mate .O oposto de Papel Brilhante.

OXIDAÇÃO – Perda de atividade química devido ao contato com o oxigênio do ar.

“PANNING” – Técnica utilizada para “congelar” assuntos em movimento em velocidade entre 1/15 a 1/60, deixando seu respectivo fundo, desfocado, “riscado”, criando a ilusão de movimento. Vide “Panorâmica”

PANORÂMICA – Da língua inglesa, “panning”. Técnica em que a câmera segue o motivo em movimento, em baixa velocidade para criar a ilusão visual de movimento. O emprego de velocidade baixas, como 1/30 ou 1/60 permite que o objeto em movimento fique registrado com nitidez, enquanto que seu respectivo fundo apareça “riscado” e em “escolado”.

PARALAXE – Refere-se á diferença de ângulo entre o campo de visão da objetiva e do visor, muito comum nas câmeras populares. O ângulo percebido através do visor da câmera é diferente do ângulo “visto” pela objetiva.

PAPEL PARA LIMPEZA DE LENTES – Papel macio, lubrificado e isento de impureza, especialmente fabricado para a limpeza de lentes, filtros e objetivas fotográficas. Não é abrasivo. Não é o mesmo que flanela de óculos.

PAPEL DE CONTRASTE VARIÁVEL – Papel fotográfico para cópias e ampliações em Preto & Branco. Apresenta a vantagem de produzir gama completa de diferentes graus de contraste. Cada grau ou estágio tonal é ativado por um filtro de cor diferente no ampliador. Os papéis mais conhecidos são Ilford Multigrade e Kodak Polimax.

PAPEL FOTOGRÁFICO – Material sensível à luz, utilizado para positivar a imagem projetada pelo negativo. Semelhante ao filme, necessitando também de processamento químico. São disponíveis em folhas de vários tamanhos, ou em rolos de pequenas e grandes bitolas. Os papéis coloridos apresentam emulsão crítica e devem ser conservados sob refrigeração.

PARASOL – Acessório da objetiva, geralmente de borracha ou metal leve, cuja função é proteger a objetiva de luzes “parasitas” ou provenientes de zonas exteriores ao campo de visão, criando efeito de “halo”, “ofuscamento”, ou de neblina luminosa que deterioram a qualidade final da imagem.

PENTAPRISMA – Dispositivo ótico de cinco lados utilizado no visor das câmeras monoreflex para corrigir a imagem da tela de focalização de modo que aparece de cabeça para cima e na posição correta da esquerda para a direita.

PERMANÊNCIA DA IMAGEM FOTOGRÁFICA – A permanência da imagem é determinada inicialmente pela qualidade e eficácia de seu processamento, lavagens intermediárias entre um banho e outro para que o anterior não contamine a etapa seguinte e pela respectiva lavagem final. No processo Preto & Branco, temos os Auxiliares de Lavagens, e os Processos de Viragem, como Sépia ou Selênio, que formam novas ligas de prata, aumentando a permanência do material por alguns séculos. No entanto, devemos tomar cuidado com relação á umidade, poluição, colas ácidas, plásticos á base de PVC, gases e outros produtos que podem reagir com a prata ou seus corantes, comprometendo a durabilidade do material.

PERSPECTIVA -Ilusão da imagem bi-dimensional de um espaço tridimensional sugerida primeiramente por linhas convergentes e pela diminuição de tamanho dos objetos distantes do ponto de vista da câmera.

PIXEL – Unidade que designa o menor ponto de imagem. Usada como medida de resolução para telas de monitores, como do próprio tamanho final do arquivo de imagem.

“PHOTOFLOOD”- Lâmpada de tungstênio especial para utilização em estúdios fotográficos. A lâmpada tipo Brancaemite luz a 3400 K , enquanto que a tipo azul emite luz a 6.000K, de temperatura de cor.

PLANO FOCAL – Plano sobre o qual a imagem de determinada cena fica nítida; em termos práticos é o plano que se situa o filme fotográfico.

PLOTTER – Impressora digital que possibilita saídas em ampliações coloridas de grande formato. Conectada ao ampliador, substitui o trabalho fotoquimico de ampliadores manuais, impressoras e processadoras de papel, pela tecnologia digital.

PODER DE COBERTURA – É a maior área da imagem com total qualidade produzida por determinada objetiva. O poder de cobertura da objetiva é sempre maior do que a área do negativo para o qual foi concebida. Com exceção das objetivas para as câmeras profissionais de grande formato. Ver “movimentos da câmera” onde seu respectivo poder de cobertura é muito maior.

PODER DE RESOLUÇÃO – Propriedade de um sistema óptico (objetiva) para distinguir entre objetos muito próximos entre si, e sua respectiva escala tonal. A expressão também se emprega para descrever esta propriedade nos filmes e papéis fotográficos.

POSITIVO – Imagem final em cópia ou transparência. Apresenta as mesmas relações de tonalidades ou coloração em relação á cena original.

PROFUNDIDADE DE CAMPO – Diferença entre os pontos mais próximos e mais distantes presentes num foco relativamente nítido na fotografia. A profundidade de campo varia em função da abertura do diafragma, da distância focal da objetiva empregada e com a distância entre a câmera e o objeto a ser fotografado.

PROCESSO ADITIVO – Método de correção de cores para ampliadores manuais, utilizados também na maioria das impressoras de minilab. Trabalha-se com três exposições sucessivas do negativo, utilizando-se os filtros de cor aditiva: Azul, Verde e Vermelho. O índice de correção das cores vai depender da variação de exposição de cada um desses filtros.

PROCESSO DIRETO – Procedimento por meio do qual se produz uma imagem positiva (uma transparência) a partir do filme exposto na câmera, ou uma cópia positiva a partir de uma transparência sem utilizar negativo. Em termos práticos são os filmes para positivos “slides” em preto & branco ou cores, ou ainda os processos diretos de ampliação tipo Ilfochrome, Fujichrome ou Kodak Radiance.

PROCESSO SUBTRATIVO – Processo de correção de cores, a partir de ampliador Preto e Branco, com seu respectivo “kit de filtros” em separado, ou com Cabeça de Cores. Utiliza-se os filtros de cor subtrativa, como o Amarelo (Y), Magenta (M), e Cian (C). A correção das cores é feita sobrepondo esses filtros em uma única exposição. Método utilizado em Laboratórios Profissionais,

PUXAR – (ALTERAÇÃO DE SENSIBILIDADE) – Origem do verbo inglês To push = empurrar.Expor o filme com sensibilidade ou ISO maior do que ele realmente tem, e posteriormente compensar a sub-exposição resultante dando maior revelação que o normal. Isso permite a tirada de fotos com luz mais fraca, ou mais abertura ou velocidade mais rápida do que seria idealmente possível, dispensando o uso do tripé ou”flash”.

QUARTO ESCURO – O mesmo que câmera escura.

QUÍMICOS FOTOGRÁFICOS – Apesar de apresentarem diferentes composições, os químicos agem de forma semelhante tanto nos filmes quanto nos papéis fotográficos. Os filmes, mais especificamente os coloridos exigem maior número de etapas de processamento, com controle de processo mais rigoroso, para garantir a qualidade da imagem final. Já nos papéis, desvios de exposição e processamento significam perda de material, mas a imagem ainda pode ser refeita.

RESOLUÇÃO DPI – Unidade de resolução de câmeras digitais, scanners, arquivos de imagem e impressoras. Medidas em pontos por polegada, o dpi (dots per inch) determina a qualidade final de impressão. Quanto maior o número de dpi, melhor será a definição da imagem.

RESOLUÇÃO INTERPOLADA recurso de cálculo para ampliar o tamanho da imagem, no qual os pixels são analisados para efetuar a adição de outros extras. Comum em scanners

RESOLUÇÃO ÓPTICA – Resolução real de uma câmera ou scanner. É o número de pixels que pode ser gravado.

SCANNER – Equipamento conectado ao computador, que converte imagens fotográficas tradicionais, seja negativo, cópia ou slide em arquivos digitais.

SENSIBILIDADE – É a propriedade da emulsão fotográfica em gravar a imagem em maior ou menor tempo de exposição. É representada por números (como 25, 64, 100, 125, 200, 400 e outros). Esse número, indicativo da sensibilidade do filme fotográfico, sengundo padrões ISO (International Standard Organization), é utilizado no ajuste dos exposímetros (fotômetros). Quanto maior for esse número, maior será a sensibilidade do filme e menor será a quantidade de luz da cena a ser registrada.

SENSORES DE FILMES -Dispositivo integrante nos minilabs que detecta os diferentes formatos de filme: 135, 120 e APS. Devem ser limpos diariamente .

SLIDE – Transparência fotográfica, geralmente em cores, montado em molduras para projeção ou para impressão gráfica. Também denominado por diapositivo ou “cromo”.

SMART MEDIA CARD – Cartão de memória empregado em câmeras digitiais para armazenar fotos, operando como “filme eletrônico”.

SUPER CCD -  Criado pela fujifilm. Trata-se de uma derivação do ccd com os pixel em formato octagonal e dispostos de forma que a densidade seja maior sem aumentar o número de pixels. Ou seja, uma câmera com a tecnologia Super ccd oferece maior resolução com menor número de pixels

SUB-EXPOSIÇÃO – Condição que se constata quando um negativo é atingido por pequena quantidade de luz produzindo resultados claros e, como conseqüência, cópias e ampliações muito escuras. A sub-exposição em transparências ou slides torna-os muito escuros e ilegíveis.

SUPER-EXPOSIÇÃO – Condição que se constata quando um filme é atingido por quantidade excessiva de luz, produzindo negativos muito escuros e, conseqüentemente, cópias muito brancas. A superexposição em transparências ou slides torna-os muito claros, sem detalhes.

TELÊMETRO – Dispositivo óptico para medir distâncias. Hoje, na maioria das câmaras, esse dispositivo é conjugado com o sistema de focalização da objetiva, de forma a possibilitar a focalização perfeita do assunto, seja por sistema de micro-prisma ou por imagem bipartida.

TELEOBJETIVA – Objetiva que faz a imagem aparecer maior no filme, dando a impressão de que o assunto está mais próximo dado que na realidade.

TIF  – TIFF ou Tagged Image File Format, também conhecido e usado para importar/exportar imagens e fotos entre programas e plataformas (MACS e PCS) diferentes, comprime os arquivos sem perder qualidade da imagem. É muito utilizado em editoração eletrônica e mídia impressa em geral.

TIRAS DE CONTROLE – Também denominado por “Strip Film”. São filmes de testes, fornecidos pelos próprios fabricantes. Nele são gravados os padrões de referência relativos á Densidade., Sensibilidade fotográfica. Contraste, Padrão de Cores e Nível de Velatura. Todos estes dados são expressos em códigos cujos resultados são comparados com manuais ou literatura também fornecida pelo próprio fabricante.

TRANSPARÊNCIA OU SLIDE – Imagem fotográfica gravada no filme Preto & Branco ou em Cores que pode ser vista ou projetada (luz que atravessa o filme).

RA – Processo para revelação de papéis coloridos. Constituído basicamente de dois banhos químicos: Revelador e Branqueador-Fixador. Temperatura Padrão: 36 C. Utilizado em processamento manual, micro-processadoras e minilabs.

RACKS – É o sistema de transporte dos filmes ou papéis nas processadoras de minilabs. Módulos de peças mecânicas que imergem a emulsão exposta dentro dos respectivos tanques de processamento. Sua supervisão é muito crítica, pois podem provocar riscos tanto nos negativos, quanto nas ampliações, devido ao acúmulo de prata metalizada, desprendida das emulsões processadas. Devem ser checados semanalmente e limpos mensalmente.

RAW – O arquivo RAW não é um formato de utilização final, mas um formato de captação. É o arquivo em sua forma mais pura, direto do sensor digital. Para que possa ser usado, ele tem que ser processado (de forma parecida com um negativo), e para isso utiliza-se os programas de conversão.

REBATEDOR – Qualquer superfície branca ou prateada – sombrinha teto, cartão laminado, isopor, etc. – usada para rebater a luz sobre o objeto ou cena a ser fotografada.

REBATEDOR de guarda-chuva ou Sombrinha – Dispositivo auxiliar construído em forma parabólica, como guarda-chuva com a superfície refletora na parte interna. Utilizado para produzir luz rebatida ou difusa sobre o objeto.

REBOBINADOR – Dispositivo, geralmente localizado no topo da câmera, para rebobinar o filme de volta ao cassete, após a respectiva exposição. Também se refere ao instrumento utilizado para rebobinar filmes de longa metragem (em latas) para seus respectivos cassetes.

REGENERADOR – Substância acrescentada a alguns tipos de soluções de processamento após o uso para repor a atividade de produtos químicos, fazendo com que possam ser reutilizados. Conhecido também como reforço.

RETÍCULA de focalização (vidro despolido) – Superfície na qual a imagem aparece na câmera. Essa imagem aparece invertida, nos dois sentidos, a não ser que a câmera possua um pentaprisma para corrigi-la. Também conhecido por fresnel.

RETICULAÇÃO – Diminutas fissuras ou trincas na emulsão gelatinosa que podem ser causadas por mudanças bruscas de temperatura (choque térmico durante o processamento).

RETOQUE – Técnica para remoção de pequenas imperfeições na cópia causadas por partículas de poeira, pequenos arranhões, etc. ou para correção da imagem final.Aplicação de corantes sobre pequenas manchas ou irregularidades tonais. Há também o retoque químico, e os processos digitais para retoque e reconstituição de imagens.

REVELADOR – Solução alcalina que torna ativo e metaliza os cristais de prata sensibilizados pela luz durante a exposição. Utilizado em todos os processos, desde o Preto & Branco até o Colorido. É a primeira etapa de qualquer processamento e deve ser feita em escuridão total ou com luz de segurança adequada.

SAÍDAS DIGITAIS – A saída da imagem digital são obtidas em papel fotográfico, ou impressão em papel térmico, impressão em papel comum com jato de tinta ou Sistema Laser, e ainda como negativo ou slide fotográfico.

SAPATA – Acessório de plástico ou metal, conectado no topo da câmera que proporciona o contato elétrico com o Flash Portátil ou de Estúdio por meio de cabo de sincronismo.

SCANNER DE FILME – Dependendo do modelo, digitaliza tanto negativos como positivos. Inspiram-se nos modelos utilizados para fotolitos e funcionam á base de raio laser. A grande vantagem é permitir impressão em papel fotográfico, ainda mais econômico e de qualidade superior. Opção utyilizada por redações, agencias e minilabs.

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SCANNER DE PAPEL – Digitaliza a imagens a partir de originais planos e opacos, como fotos em papel, catálogos e impressos em geral.

SCANNER DE TRANSPARÊNCIAS – No scanner profissional de mesa, a tampa vem com a unidade de luz para digitalizar também imagens em positivo.

SILHUETA – Objeto escuro com pouco ou nenhum detalhe visível contra fundo claro.

SISTEMA APS – Trata-se de sistema fotográfico específico para amadores, composto de filme, câmera e minilab compatível para seu processamento. Principais vantagens: opção de três formatos de foto: normal, retangular e panorâmico e fácil encaixe do cartucho. O negativo após processado é arquivado dentro do próprio cartucho, para maior proteção, cópia índice e informações no verso de cada foto.

SISTEMA DE ZONAS – Técnica para equacionar as leituras da fotometria com as escalas tonais da fotografia, otimizando métodos deprocessamento do filme e sua posterior ampliação. Popularizada por Ansel Adams.

SINCRONIZAR – Acionar a unidade de “flash” no exato momento em que o obturador da câmera encontra-se aberto.

SLIDE ou Diapositivo – Ver “Transparência”.

SLR – do Inglês, Single Lens Reflex – “Camera Monoreflex”.

SOLUÇÃO concentrada – Solução química concentrada pelo próprio fabricante, tanto para fotografia Preto & Branco como em Cores que deverá ser imediatamente diluídaantes de seu uso.

SOLUÇÃO de trabalho – Solução química diluída até a proporção indicada pelo próprio fabricante para uso imediato.

SOLUÇÃO DE REFORÇO – vide “regenerador”.

SUPEXPOR -Expor o filme ou o papel com pouca luz. O filme sub-exposto produz negativo muito claro (suave) ou transferência muito escura. Papel sub-exposto produz cópia muito clara.

SUB-REVELAR – Revelar com tempo menor em relação ao tempo normal, fornecido pelo fabricante.

SUPER-EXPOR -Expor o filme ou o papel à quantidade excessiva de luz. O filme super-exposto produz negativo muito escuro (denso) ou transparência muito clara. O filme negativo super-exposto produz cópia muito escura

SUPER-REVELAR:Revelar com tempo maior em relação ao tempo normal, fornecido pelo fabricante.

TEMPERATURA DE COR – As fontes de luz que normalmente usamos na fotografia tem diferentes características ou diferentes espectros de emissão, e devem funcionar em conjunto com um filme apropriado. Para classificarmos uma fonte, servimo-nos do conceito de temperatura de cor, que pode ser aplicado a qualquer fonte de luz incandescente e, de uma forma aproximada, a lâmpadas fluorescentes. A luz solar, muitas vezes denominada luz natural, e composta por sete cores que constituem o chamado espectro solar.Na realidade, essa luz sofre sensíveis modificações. em suas composição ao penetrar na atmosfera da Terra.Essas variações dependem da localização do ponto sobre o qual ela incide,no horário da estação do ano. Na fotografia, ocasionam a reprodução incorreta de cores. O aparelho que permite ao fotografo determinara temperatura de cor e o termocolorimetro ou kelvinometro. O tipo mais simples, que pode ser usado para fontes incandescentes, mede a quantidade de vermelho e de azul que a fonte emite e, desta forma, avaliaa temperatura de cor. Para que os filmes fotógrafos coloridos reproduzam corretamente as cores eles são balanceados pelos fabricantes para determinadas fontes. Os filmes luz do dia ou daylinght, por exemplo, são balanceados para 5500 K e devem responder corretamente quando usados a luz do Sol com flash eletrônico. Os filmes ditos tungstênio podem ser do tipo A., balanceados para 3400 K, ou do tipo B., para 3200 K. Veja também “Kelvin”.

TRANSPARÊNCIA ( Diapositivo, Cromo ou Slide) – Imagem positiva a partir de base ou suporte transparente de triacetato de poliéster. Normalmente utilizada para uso de projetores, digitalização ou para fins editorais e publicitários.

TRIPÉ -Suporte de três apoios para a câmera.

TTL – Abreviatura de “through the lens” (através da lente), como em observação ou leitura através da lente. A fotometria é feita diretamente no plano do filme, compensando uso de acessórios como filtros, flashes, etc.

USB (UNIVERSAL SERIAL BUS) -  Transfere os dados de forma serial, bi-direcionalmente. Não necessita desligar o equipamento para conectar. Atinge até 12 Mbits/s.

USB 2.0 OU HI-SPEED USB – Fluxo de dados de 480 Mbits/s.

VALOR ISO – Unidade que gradua a quantidade de luz necessária para um determinado filme. Números de ISO baixo (25, 50, 100) indicam necessidade de maior iluminação, mas produzem imagens mais nítidas. Números de ISO alto (400, 800, 1600) permitem fotografar em situações mínimas de luz, porém podem evidenciar certa granulação e comprometer a qualidade final da imagem.

VARIÁVEIS da Atividade Química – O controle da atividade dos produtos químicos fotográficos significa otimização do processo, pois se garante ao mesmo tempo Controle de Qualidade e economia de material. Quantidade de reforço (químico novo que mantém a atividade do processo), agitação ( mantém uniforme a atividade química em todo o recipiente), estabilidade de temperatura (responsável pela ação dos químicos) são as variáveis essenciais nesse controle.
 
VELATURA – Área de cor cinza pálido na cópia ou negativo. Causada por pouca agitação no processamento do filme ou muito pouco tempo no de exposição no ampliador.

VELOCIDADE – 1). Capacidade relativa de a lente transmitir luz. Medida pela maior abertura na qual a lente pode ser usada. A lente rápida possui uma abertura máxima maior e é capaz de transmitir mais luz que a lenta.  2). Velocidade do obturador relativa ao tempo de exposição. 3).Em imagem digital refere-se ao tempo que o processador necessitar para abrir, ou salvar imagens.

VÉU, OU DENSIDADE DE velatura -  Densidade generalizada de uma imagem fotográfica causada por exposição acidental à luz ou excesso de atividade química. Normalmente a produção de véu pode estar relacionada com super revelação, exposição dos filmes ou papéis a vapores químicos ou Raio X, ou ainda pelo fato dos mesmos estarem com sua data de validade vencida.

VINHETA – Escurecimentos das bordas de negativo ou cromo.  Causado geralmente por pára-sol inadequado para a objetiva ou uso de filtros de menor diâmetro poderá cortar o ângulo de visão. Movimento inadequado nas cameras de grande formato poderá causar o mesmo defeito.
 
ZIP – Procedimento adotado para comprimir arquivos, otimizando espaço em disquetes ou discos ópticos. Aumenta a velocidade de transmissão em conexões on line, ou via Internet.

ZIP DRIVE – Disquete magnético com grande capacidade de memória. Há dois modelos: 100 e 250 Mb.

ZOOM – Objetiva de distância focal variável. Vide Objetiva Zoom.

ZOOM DIGITAL – Recurso eletrônico em que se amplia a área central da imagem. Em alguns modelos de câmera digital pode ainda somar a interpolação.

A Focus Escola de Fotografia (0xx)11 3107 2219 foi a primeira escola na america latina a introduzir fotografia digital e cursos de photoshop para fotografos digitiais

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FOTOGRAFIA E DISCURSO VISUAL

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EVOLUÇÃO DA LINGUAGEM  E CONTEUDO FOTOGRÁFICO

Por Enio Leite
Focus Escola de Fotografia
Desde 1975
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Veja mais dicas em:
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A Câmera Escura renascentista, reproduzia a concepção do logocentrismo ocidental, que substituía Deus pelo olho-objeto. A teoria cartesiana, dessa forma, pressupunha um tipo de imagem fria, mecânica e totalmente determinada pelo seu método.Seu idealizador, René Descartes (1596-1650) acreditava na correspondência absoluta entre cada ponto no espaço esua respectiva representação tanto na mente quanto no plano. Nesse contexto, a verdade estava na adequação do pensamento do sujeito ao objeto pensado.

O modelo, portanto, era o da geometria analítica, com as projeções de pontos em dois eixos ortogonais. Inaugurava-se assim, uma concepção binária da representação, essencial para a concepção científica das imagens. O próprio conceito mercantilista já trazia consigo o embrião matemático, analítico, cuja continuidade em, nossos dias avança através dos processos digitais. Quanto mais imediata e evidente for a imagem, maior a sua correspondência binária,  consequentemente maior seu teor de veracidade.

Com a adoção do discurso cartesiano, começam a ser instauradas as condições propícias para a concepção  da imagem, exigindo menor participação das mãos do pintor e do desenhista, substituído lentamente pela presença das sucessivas conquistas da técnica fotográfica.

Essa nova metodologia,  “perspectiva artificialis” agora incorporada  nas novas representações visuais, refletia em todos os seus aspectos a ideologia do RenascimentoMercantilista. A pintura do século XV, caracterizada pelo seu aspecto global/sintético, durante o século XVIII se transformou em espaço contínuo até chegar ao século XIX, quando apresentou uma descontinuidade abrupta, fragmentária e analítica. A pintura passa  a  se utilizar dos fragmentos, após séculos de fragmentação cartesiana.

A fotografia, tal qual a conhecemos hoje é uma continuidade da Ideologia Renascentista, agora reciclada, adaptada e incorporada à nova Ordem da Sociedade Industrial. Ela nada mais é do que a visualização desse novo discurso: racional, claro, tecnicamente perfeito e instantâneo. Ao invés de ser um “retorno renascentista”, a fotografia é, em síntese, a retomada a nova racionalidade da emergente burguesia industrial, a partir de meados do século XIX.

Portanto, os discursos ou sistemas simbólicos laborados pelos homens para representar o mundo, são sempre ideológicos, pois, longe de constituírem entidades autônomas transparentes, são, em  última instância, determinados pelas próprias contradições inerentes  à vida social.

De fato, à medida em que uma civilização ingressa no Processo de Acumulação de Capital, tanto em variedade, como em riqueza, os níveis de trabalho, os atos e os interesses de que  compõe a vida da sociedade, se dividem entre diferentes grupos de homens: nem o estado de espírito, nem a direção de cada atividade são os mesmos para o sacerdote, para o soldado, para a personalidade política, ou ainda para o homem do campo.

Mesmo que tenham herdado o mesmo idioma, as imagens passam entre eles a incorporar significados distintos, que se fixam, e acabam por serem aderidas pelos mesmos.

     O significado do discurso fotográfico é definido por um conjunto de noções oriundas de cada segmento social e as associações dessas imagens estarão diferenciadas em função da maneira que cada grupo a emprega ou atribui  o seu valor.
 
A evolução da linguagem fotográfica está, na realidade, em estreita dependência do seu contexto histórico. Temos, assim, uma relação evidente entre a evolução da linguagem e as condições sociais em que a fotografia, enquanto meio de expressão evolui. O próprio desenvolvimento da sociedade conduz a linguagem por um caminho determinado. Portanto, a história das imagens é reflexo direto da história das civilizações.

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A cultura é um sistema dinâmico cuja evolução se justifica pelo seu específico contexto histórico; de forma nenhuma pode ser preservada em museus, ou em meios sociais isolados, sob pena de tornar-se arcaica e extinguir-se. A cultura, como a própria língua e outras manifestações visuais, necessitam de mobilidade, para estar em contato com outras classes, com outros povos, mais ou menos desenvolvidos, para reciclar seus padrões e valores, onde cada indivíduo e a sociedade como um todo conheçam novas maneiras de discursar a sua autonomia com originalidade dentro da sua natureza específica. Em síntese, não importa a origem dos novos padrões e sistemas de valores porque, uma vez transplantados, suas raízes originais logo desaparecem e novos valores e atribuições culturais surgem da miscigenação com outras etnias.

O que realmente importa é como estes novos discursos vão ser aproveitados e incorporados na sociedade que os recebe. Por fim, não se pretende reduzir a questão da linguagem a um mero fenômeno ideológico. Trata-se antes  de uma interação ideológica com os anseios e utopias de todos os segmentos, de dentro e de fora da sociedade, em determinado momento histórico.

A fotografia, antes de mais nada é um documento. Sua linguagem se resume no discurso, na  narrativa visual. Seu único propósito é a mensagem, contida na própria imagem ou no simples recado que o fotografo quis transmitir. A fotografia fala por sí mesma…

E que para tudo isso possa acontecer vamos depender da sensibilidade do seu autor, da sua persistência, do seu olhar, conhecimento técnico, padrão cultural e  principalmente do seu trabalho criativo e intelectual.

 

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CÂMERA PINHOLE

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CÂMERA ORIFÍICO DE AGULHA 

Por: Enio Leite
FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA
DESDE 1975
http://www.escolafocus.net
http://www.focusfoto.com.br

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A camera pinhole é uma máquina fotográfica sem lente. A designação tem por base o inglês, pin-hole,”buraco de alfinete” e é usada para referir a fotografia estenopeica.

 Este tipo de fotografia é uma prática econômica e simples pois utiliza uma qualquer caixa em que a luz não penetre. A existência de um pequeno furo, estenopo do grego stenopo e que em português permite designar este tipo de fotografia por Fotografia Estenopeica. A projeção de imagens por este método é uma lei física, e já é conhecida pelo homem desde a Antigüidade. Antes do advento da fotografia em 1839, as projeções pinhole eram instrumento científico de visualização de eclipses e no estudo das estrelas; nas artes, as imagens pinhole serviam de molde para os pintores paisagistas.

A pinhole consiste numa maneira de ver uma imagem real, através de uma câmara escura. De um pequeno orifício onde a luz é captada para dentro da camera, e sofrendo um movimento de inversão, a imagem é projectada para a parede oposta ao orifício ao contrario.

 Para produzir uma imagem razoavelmente nítida, a abertura tem que ser um furo pequeno na ordem de 0,02 polegadas (0,5 mm) ou menos. O obturador da câmera pinhole geralmente consiste de uma mão espalmada ou de algum material à prova de luz para cobrir e descobrir o furo. As câmeras pinhole requerem um tempo maior de exposição do que as câmeras convencionais devido à pequena abertura; os tempos de exposição vão de 5 segundos a até algumas horas, dependendo das condições de iluminação do local.

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A imagem pode ser projetada em uma tela translúcida para visualização em tempo-real (popularmente utilizadas para ver o eclipse solar), ou pode expor filme ou um dispositivo de carga acoplado (CCD) ou CMOS. As câmeras pinhole com CCDs são algumas vezes utilizadas em serviço de vigilância devido a seu tamanho pequeno.

A princípio, qualquer espaço protegido da luz pode servir como câmara escura: de latas e caixas das mais distintas proporções  até espaços menos convencionais, mas com entrada de luz que possa ser controlada, como um refrigerador, um baú, um armário, uma sala, ou um automóvel. Em cada caso existe um tamanho de furo apropriado para que a projeção se dê de forma nítida, pois é por este princípio que a projeção, e por conseqüência a fotografia pinhole, são possíveis. Este furo pode ser determinado através de uma fórmula matemática relacionada às dimensões do recipiente escolhido. O recipiente furado passa então a ser uma câmara escura, com a qual podemos produzir fotografias ao colocar filme ou papel fotográfico ou ainda um CCD  no seu interior.

Um furo bem calculado e devidamente executado, garante às imagens uma nitidez indiscutível, que caracteriza as imagens pinhole. O furo é sempre minúsculo se comparado à dimensão da câmara escura; como conseqüência, requer  de tempos DE EXPOSIÇÃO relativamente longos, se comparados ao click da câmara fotográfica. As imagens, também,  sofrerão distorções se o recipiente onde o papel fotográfico é colocado não possuir paredes planas (pode ser cilíndrico, como é o caso de muitas latas).

A Focus Escola de Fotografia, utiliza como câmaras latas de panettone e de leite em pó metálicas, que são forradas de preto e furadas. O furo é feito em uma folha  de alumínio com um alfinete, e esta folha é fixada com fita isolante a um furo maior feito na lata com prego e martelo. No interior da lata é colocado papel fotográfico preto-e-branco: 18×24cm nas latas de panettone e 9×14 cm nas latas de leite em pó. Com este tipo de câmara, e utilizando papel, o tempo necessário para fotografias feitas de assuntos ao ar livre, sob a luz do sol, varia entre 30 segundos a poucos minutos, dependendo da intensidade luminosa. Para situações pouca luz (iluminação artificial, fotos noturnas e fotos internas) os tempos se estendem por horas. As imagens obtidas são reveladas normalmente (processo de revelação de papel fotográfico preto-e-branco), e a partir deste negativo são feitas as cópias diretas positivas.

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APRENDENDO FOTOGRAFIA DIGITAL

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FOTOGRAFIA DIGITAL

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INTRODUÇÃO AO MUNDO DA FOTOGRAFIA DIGITAL

Por: Enio Leite

Focus Escola de Fotografia Desde 1975
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Designa-se por fotografia digital a fotografia tirada com uma câmera digital ou determinados modelos de telefone celular, resultando num arquivo de computador que pode ser editado, impresso, enviado por e-mail ou armazenado em websites ou CD-ROMs. Dispensa, assim, o processo de revelação. A visualização da imagem pode ser feita no ato, através dos recursos da câmera digital (normalmente, uma tela de LCD), e a manipulação da imagem pode ser feita em um computador, usando-se softwares editores de imagem como o Photoshop, GIMP, entre outros.

Ajuste do EV
O EV é o controle de entrada de luz, onde pode ser:positivo: o EV positivo é quando entra mais luz do que o padrão. Aumentar o EV é útil para bater fotos em locais com pouca luz, onde será preciso uma captura maior da luz refletida.

Geralmente as câmeras digitais automáticas permitem aumentar o EV até +2.0
negativo: o EV negativo é quando entra menos luz do que o padrão. Diminuir o EV é útil para bater fotos que precise captura menos luz, como por exemplo, em fotos contra-luz.

Geralmente as câmeras digitais automáticas permitem diminuir o EV até -2.0
É bom lembrar que câmeras automáticas são as câmeras apropriadas para pessoas que não tem grande conhecimento em fotografias. Câmeras profissionais (manuais) são câmeras que precisa ter um abrangedor conhecimento na área de fotografias.

Dicas:
Aqui vão algumas dicas para conseguir alguns efeitos, melhorar a qualidade de suas fotos, melhorar o desempenho e aumentar o tempo de vida da câmera.

Antes de bater uma foto
Para evitar transtornos, má qualidade da foto, perda de cena e etc. Existe uma precaução rápida, que podemos chamar de check up. Seria como uma revisão na câmera para confirmar que ela funcionará bem. Então quando for colocar a câmera em ação, siga os seguintes passos:

1.Se não for bater uma foto em modo macro, verifique se o modo macro está ativado. Se estiver ativado, isso pode fazer com que a foto saia escura, embaçada, tremida e etc. 2.Verifique o zoom, se o zoom estiver muito aproximado, isso fará com que a foto focalize

uma visão menos ampla. Caso fosse necessário fotografar grande parte do ambiente, a foto seria prejudicada. 3.Verifique a bateria antes de sair de casa para não ter que correr desesperadamente atrás de uma loja.

4.Verifique se a lente está limpa (leia a dica sobre limpeza).

5.Verifique o EV. Caso ele esteja elevado demais a sua foto pode sair muito brilhosa, e

caso ele esteja muito baixo, sua foto pode sair escura demais.

6.Caso você for precisar do flash, verifique se ele está ligado.

7.Prenda a cinta de segurança no seu pulso. Isso evita quedas e roubos.

8.Posicione-se e, capture a imagem.

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Economia de bateria

Essa dica parece não ser muito útil, mas para quem precisar bater várias fotos sem trocar a bateria será útil demais. Primeiramente você tem que saber o que quer fotografar. Então vamos numerar os passos:

1.Antes de ligar a câmera, olhe bem para seu alvo e imagina várias posições que dariam uma bela fotografia

2.Ao ligar a câmera, vá nos pontos que imaginou, focalize e fotografe.

3.Para visualizar a fotografia, é mais econômico que visualize-a após bater a foto. A câmera mostra ela rapidamente para ver como ficou e volta para o modo de bater foto.

4.Após bater todas as fotografias desejadas, bote a câmera no modo de visualizar e veja as fotos

5.Após fotografar o que desejava, desligue a câmera caso o próximo alvo esteja distante.

É bom lembrar que o zoom óptico exige uma carga elevada, então procure usar o zoom óptico somente quando necessário. Evite também ficar procurando funções no menu, leia bem o manual antes de usar para evitar isto.

Foco Rápido
Caso sua câmera precise focalizar antes de fotografar, para pegar algo em movimento sem usar um modo desportivo, você precisa focalizar um local que passaria o possível foco(carro, pessoa, pássaro e etc). Quando o foco passar disparar a câmera para fotografar.

Existe a possibilidade de aparecer vulto na foto.

Fotos contra-luz
Se sua câmera não tem o modo contra-luz, você pode configurar sua câmera para melhorar fotos batidas contra a luz. Primeiramente vá ao menu e tente configurar o “balanço de brancos” para “externo” ou então “luz solar”. Ajuste o EV para o mínimo. Desligue o flash e procure não se aproximar muito do foco (objeto, pessoas e etc). Agora está pronto para bater a foto.
Fotografia Noturna
Se sua câmera não tem o modo noturno para auxiliar fotografias batidas de noite, você pode configurar sua câmera para melhorar o desempenho dela em locais com pouca luz.

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Primeiramente ajuste o EV dela, aumentando a entrada de luz. Evite aproximar-se muito do foco (objeto, pessoas e etc) e também não se afaste muito, dois metros de distância seria ideal. Procure evitar tremer a câmera. No menu de sua câmera, tente configurar o “balanço de brancos” para a luz local, seja ela incandescente ou fluorescente. Agora está pronto para bater a foto.

Macro um pouco mais perto
Para quem já experimentou bastante a função macro e que tenha uma câmera que tem foco automático, já percebeu que ao aproximar demais a câmera, quando ela focaliza, ela chega a deixa a imagem nítida e depois embaça de novo, isso acontece por causa do sensor calcular a entrada de luz e não o embaçamento em si. Para poder tirar uma foto de macro um pouco mais de perto, focalize ela até uma distância que a máquina consiga deixa a foto nítida, após isso, aproxime levemente a câmera, até uma distância mais favorável, e com cuidado para não tremer a câmera, bata a foto.

Fotografia macro:
 
Câmera Sony F-828Alguns modelos de máquina fotográfica digital possuem uma lente que permite fotos de quatro cm, três cm ou até menos distancia do objeto. Esse tipo de fotografia captura os mínimos detalhes dos objetos, detalhes até que não podem ser vistos a olho nu. Fotos de macro são utilizadas geralmente para obter fotos de insetos, pequenas peças, olhos (de perto), flores e etc.

É bom enfatizar que, no modo macro, o zoom é extremamente limitado. Estou pondo está informação aqui para evitar que usuários não experientes pensem que sua máquina esteja ruim por não conseguir focalizar no modo macro com o zoom aumentado. É aconselhável que não se use o zoom quando estiver tirando fotos no modo macro.

Limpeza da câmera
As câmeras para terem uma boa durabilidade necessitam de limpezas freqüentes e de forma correta. Vamos mencionar como limpar as 3 partes da câmera:

Lente Objetiva: Para limpar a lente da câmera é aconselhável que se use uma flanela para limpar lente de óculos, pode-se comprar em qualquer ótica. Quando for limpar a lente faça movimento em espiral, nunca de um lado para o outro. ATENÇÃO: Muito cuidado ao limpar lentes, pois pode haver areia e outros artifícios nas mesmas, e ao atritá-los na lente com uma flanela, pode acabar provocando arranhões e danificando-as irreverssivelmente. Antes de efetuar sua primeira limpeza de lentes, procure se informar sobre KITs de limpeza, bem como sobre a forma de utilizá-los. Esses Kits incluem líquidos apropriados e até mesmo bombinhas de ar pressurizado para eliminar elementos que possam riscar as lentes na hora de limpá-las.
Display LCD: Para limpar o display use uma flanela de tirar pó. Limpe também e espiral.
Corpo: para limpar o corpo da câmera, use uma flanela de tirar pó também, firme a câmera em local que se evite uma queda que possa danificar a máquina.

Essas limpezas devem ser feitas de 1 em 1 mês para melhor desempenho da câmera. E ‘’’nunca use produtos de limpeza’’’, pois estes podem danificar o aparelho.

Existe kits próprios para limpeza de câmeras, porém difíceis de se encontrar no Brasil.

Obturador:
Obturador é a peça da máquina que se abre para entrar luz no sensor e captar a imagem. O obturador pode ficar aberto de 60 segundos até 1/5000 segundos. Isso depende da câmera, ou então de como a câmera foi configurada. Para fotos em movimentos o obturador fica aberto menos tempo, algumas frações de segundos, para evitar que apareça vulto na foto, ou então para evitar que a foto saia embaçada. Quando o obturador fica aberto mais tempo, ele capta mais movimentos, então qualquer movimento de leve já aparece um vulto na foto. Usa-se uma velocidade lenta do obturador para bater foto de paisagens, onde precisa captar bastantes detalhes por causa da longa distancia do fundo. Usa-se também uma velocidade muito lenta do obturador para bater foto de fogos de artifício, para poder captar toda a trajetória dos fogos, criando um rastro no céu, aumenta a beleza dos fogos.

Tipos de zoom
Uma máquina fotográfica digital pode ter dois tipos de zoom:

Zoom Ótico: É o zoom que aproxima a imagem através do uso de lentes que se posicionam automaticamente dentro do tubo de entrada de luz. O zoom ótico é o que tem mais qualidade por permitir que o sensor da câmera capture a luz que entra pela objetiva.
Zoom Digital: É o zoom que aumenta o tamanho da imagem, sem o uso de lentes. O zoom

digital é um software que multiplica a quantidade de pixels para ampliar uma imagem. Este efeito é chamado de interpolação. O zoom digital tem menos qualidade em comparação ao zoom óptico porque a medida que amplia a imagem ele multiplica a quantidade de pixels da mesma através de um programa e não pelo que é captado pelo sensor da câmera. É considerado mais um artifício do que um recurso, pois não traz nenhum benefício verdadeiro.

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DIREITO DE AUTOR DIREITO AUTORAL

Postado em Dicas de Fotografia, direito autoral, direito de uso de imagem, fotografia, fotografia digital com as tags , , , , , , , , , , , , , , , em Maio 15, 2009 por escolafocus

A FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA foi a primeira escola brasileira a implantar Cursos de Fotografia Digital, Cursos Online, Tecnologias Avançadas,  Estudos de Linguagem e Composição Fotográfica, por meio dos métodos "Aprenda Fazendo" e "Aprenda Observando". Cursos de fotografia  presenciais e a distancia todo Brasil e exterior em língua portuguesa.

A FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA foi a primeira escola brasileira a implantar Cursos de Fotografia Digital, Cursos Online, Tecnologias Avançadas, Estudos de Linguagem e Composição Fotográfica, por meio dos métodos "Aprenda Fazendo" e "Aprenda Observando". Cursos de fotografia presenciais e a distancia todo Brasil e exterior em língua portuguesa.

DICA DE FOTOGRAFIA

Focus Escola de Fotografia
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Direito autoral ou direitos de autor são as denominações usualmente utilizadas em referência ao rol de direitos outorgados aos autores de obras intelectuais (literárias,artísticas ou científicas). Neste rol encontram-se dispostos direitos de diferentes natureza. A doutrina jurídica clássica coube por dividir estes direitos entre os chamados “direitos morais de autor” (direitos da personalidade) e aqueles de cunho patrimonial.

Direitos autorais não são necessariamente o mesmo que copyright. O sistema anglo-saxão do copyright difere do de direito de autor. Os nomes respectivos já dão-nos conta da diferença: de um lado, tem-se um direito à cópia (copyright) ou direito de reprodução, do outro, um direito de autor; neste, o foco está na pessoa do direito (o autor); naquele, no objeto do direito (a obra) e na prerrogativa patrimonial de se poder copiar.

Deve se perceber as diferenças entre o direito autoral de origem romano-germânica, com base no sistema continental europeu do chamado Civil Law e o sistema anglo-americano do copyright baseado no Common Law, havendo por característica diferencial, o fato que o Direito Autoral tem por escopo fundamental a proteção do criador e ao contrário o Copyright protege a obra em si, ou seja o produto, dando ênfase a vertente econômica, a exploração patrimonial das obras através do direito de reprodução.

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No exercício do direito de reprodução, o titular dos direitos autorais poderá colocar à disposição do público a obra, na forma, local e pelo tempo que desejar, a título oneroso ou gratuito.

Não é sem controvérsia que se pode definir este campo do saber jurídico como o ramo do Direito Civil destinado a regulamentar as relações jurídicas surgidas a partir da criação de obras literárias, artísticas ou científicas. Ramo, portanto, dogmaticamente colocado ao lado dos ramos do Direito da Personalidade, dos Direitos Reais, Direito das Obrigações, do Direito de Família e do Direito das Sucessões. Há quem defenda a possível autonomia científica do ramo do Direito de Autor com base na clara delimitação de seu campo de estudo (os direitos decorrentes das obras intelectuais), muito mais clara até mesmo do que a divisão entre o Direito Civil e o Direito Comercial, por exemplo. Todavia, para conquistar o status de ramo autônomo, um campo do saber jurídico deve possuir princípios gerais iferenciados dos demais ramos do Direito. Os doutrinadores que defendem a autonomia deste ramo, entretanto, deixaram de comprovar a existência deste conjunto de princípios que especializariam o direito de autor em relação ao direito civil.

Há controvérsia quanto à natureza jurídica dos direitos autorais. Para alguns, trata-se de autêntico direito de propriedade, enquanto para outros o traço distintivo dos direitos autorais é o seu componente de direito de personalidade. É comum a adoção de uma solução conciliatória, que adota ambas as concepções ao afirmar que os direitos autorais são de natureza híbrida. Esta estratégia inclusive veio a ser incorporada em diversos ordenamentos jurídicos distintos, de modo que por força de lei existe um núcleo de direitos morais, de todo inalienáveis, no qual se inserem direitos como os de paternidade e de integridade da obra, e um núcleo de direitos patrimoniais, abrigando direitos como os de controle sobre a reprodução, edição e tradução da obra.

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Segundo a opinião da doutrina altamente majoritária, o direito autoral é parte integrante do conceito de propriedade intelectual de natureza sui generis, visto que é eminentemente personalíssimo (na lei brasileira, salvo raras exceções, o autor deve ser pessoa física).

Porém, vozes dissonantes na doutrina entendem que associar os direitos autorais à idéia de propriedade visa tão-somente justificar o monopólio privado de distribuição de obras intelectuais. Alguns autores também afirmam que o conceito de Direito Autoral seria apenas uma ideologia fundamentadora de um monopólio privado; opinião essa já rechaçada entre a maior parte dos estudiosos da matéria.

Quanto à autonomia deste ramo do Direito deve-se dizer que ele é considerado ramo autônomo do Direito da Propriedade Intelectual, em função, principalmente, desta natureza dúplice, que engloba tanto aspectos morais quanto patrimoniais e que lhe imprime uma feição única, própria, que não permite seja ele enquadrado no âmbito dos direitos reais, nem nos da personalidade.

Reprodução é a cópia em um ou mais exemplares de uma obra literária, artística ou científica. Contrafação é a cópia não autorizada de uma obra, total ou parcial. Toda a reprodução é uma cópia, e cópia sem autorização do titular dos direitos autorais e ou detentor dos direitos de reprodução ou fora das estipulações legais constitui contrafação, um ato ilícito civil e criminal.

Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fluir e dispor da obra literária, artística ou científica, dependendo de autorização prévia e expressa do mesmo, para que a obra seja utilizada, por quaisquer modalidades, dentre elas a reprodução parcial ou integral.

Segundo normas e recomendações internacionais aceitas pela maioria dos países, regra geral mas não única, a obra literária entra em domínio público setenta anos após o falecimento do autor.

No Brasil, atualmente essa matéria é regulada pela Lei n.º 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998. A lei brasileira abriga, sob a denominação direitos autorais, os direitos de autor propriamente ditos, bem como os direitos conexos. No caso do Brasil, os sucessores do autor da obra perdem os direitos autorais adquiridos com a morte do autor setenta anos após a morte desse, tal como indica o artigo 41 da Lei nº. 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Em Portugal, essa matéria é regulada pelo Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos e pelo Decretos-Lei seguintes desde que não contrariem o disposto neste Código permanecem em vigor tais como: Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de Março, com as alterações feitas pela Lei n.º 45/85, de 17 de Setembro, pela Lei n.º 114/91, de 3 de Setembro, pelo Decreto-Lei n.º 332/97, de 27 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 334/97, de 27 de Novembro.

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SULCOS QUE DESVIAM O LEITOR DO CAMINHO CORRETO

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ESCOLA FOCUS DE FOTOGRAFIA (0XX)11 3107 22 19 - Foto: Enio Leite

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DICA SOBRE CD E DVDS
Por Enio Leite
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Pequenos sulcos ou riscos no CD ou DVD poderão inviabilizar a reprodução de imagens gravadas. Isto lembra as velhas discussões sobre discos de vinil e suas agulhas. A questão é que se um CD de áudio estiver parcialmente danificado, parte daquela trilha não será ouvida. Às vezes, o defeito é tão pequeno, que apenas compositores como Mozart ou Chopin iriam notar algo diferente. A imagem digital é uma seqüência de números binários, portanto a o produto desta equação poderá estar parcialmente corrompido ou totalmente inviabilizado.

Escola Focus de Fotografia, foto: Enio Leite

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FOTOGRAFIA E PADRÃO CROMATICO

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IMAGENS EM CORES 

Por Enio Leite – Focus Escola de Fotografia
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Já falamos de imagens monocromáticas, mas a realidade não é só a preto e branco. A cor faz parte dos nossos universos real e imaginário e um dos principais problemas da fotografia reside na procura da melhor interpretação da “cor correta”.

Na fotografia digital, o que se considera correto para as imagens monocromáticas também pode ser considerado correto para as imagens a cores, com uma pequena alteração.

Em vez de lidarmos com um só tom (preto), temos que considerar as três cores vulgarmente utilizadas para a captação e visualização de imagens digitais: o vermelho, o verde e o azul; designados RGB.

Desta forma, podemos considerar que quanto maior for a profundidade de cor de uma determinada imagem, melhor será a nossa percepção de “cor correta” da mesma. Por isso mesmo consideramos que as imagens RGB de 24 bits representam a “cor real”, e apesar de muitos dispositivos de captura de imagem poderem detectar imagens com uma maior profundidade de cor, esta terá de ser reduzida (na maioria dos casos) de volta aos 24 bits para ser exibida, processada ou feita sua saída. As imagens RGB têm 8 bits por cor (8 bits R)+(8 bits G)+(8 bits B), totalizando, assim, 24 bits no total das 3 cores. Isto proporciona a cada pixel das 3 cores referidas, tal como nas imagens monocromáticas, 256 possibilidades de tons dentro de cada uma das cores: vermelha, verde e azul. Se multiplicarmos 256 tons de vermelho por 256 tons de verde por 256 tons de azul, ficamos com 16,7 milhões de alternativas de cor para cada um dos nossos pixels individuais que formam as nossas fotografias digitais.

Desta forma, chegamos ao número que é considerado unanimemente como o mais correto para definir uma imagem fotográfica com “cor real” ou “cor correta”, uma imagem RGB de 24 bits ou 16,7 milhões de cores.

Profundidade de Cor:
 8 bits ……………………………..  256 cores
 16 bits …………………………… 65.536 cores
 24 bits …………………………… 16,7 milhões de cores
 30 bits …………………………… 1 bilhão de cores
 32 bits …………………………… 4 bilhões de cores
 36 bits …………………………… 68 bilhões de cores

Antes de fotografar, configure o menu de sua câmera para o seguinte parâmetro de profundidade de cor:

sRGB – Para imagens destinadas à mídia eletrônica. Sites, e-mails, Power Point etc. Padrão 72 dpis.

Adobe RGB – Para impressão em laboratório digital ou gráfica. Padrão 300 dpis.

FOTO: ENIO LEITE - Focus Escola de Fotografia

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